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Telemóveis e os mais pequenos… Quando e como?

Não havendo um consenso generalizado sobre a matéria, os 13 anos são tidos como um patamar etário adequado à introdução de um telemóvel, mormente dotado de acesso à Internet e a todas as suas ferramentas, sempre com supervisão e controlo parental. Contudo, importa ter em conta a singularidade do desenvolvimento individual, a maturidade do jovem, a qualidade da sua literacia tecnológica, a sua consciência das vantagens e desvantagens inerentes à interacção social ou as capacidades para um uso responsável, dado o livre acesso a conteúdos potencialmente danosos (por exemplo, no que à pornografia diz respeito… Sim, a grande maioria das crianças, com idade inferior aos ditos 13 anos, consome, ou já consumiu, pornografia, com todos os enormes riscos que tal uso implica, amplamente demonstrados).
As recomendações relativas à exposição aos écrans, não só àqueles dos smartphones, indicam que as crianças dos 6 aos 11 anos deveriam utilizar estes equipamentos tecnológicos, no máximo durante duas horas por dia. A partir dos 12 anos, o tempo pode ser alargado até às três horas.
Ao nível dos cuidados, podemos ter em conta algumas estratégias, que são relevantes, uma vez que a criação de regras e limites saudáveis na relação com o smartphone ajuda, de forma relevante, a prevenir ou evitar a dependência.
Algumas sugestões passam pela criação de limites de tempo para o uso, a utilização de aplicações de controlo parental, a interdição do uso nalguns momentos e rotinas do quotidiano (refeições, actividades de lazer, tarefas domésticas…), a desinstalação de algumas aplicações que possam ser mais danosas, a utilização das redes sociais noutros equipamentos que não o smartphone, a definição de idades de acesso às redes sociais adequadas ao desenvolvimento sócio-emocional dos adolescentes, a promoção de actividades que dispensem o uso do equipamento, tornar o quarto de dormir e a casa de banho em zonas sem telemóvel, desligar notificações (estudos indicam que, em média, os adolescentes recebem 237 notificações por dia…), não tornar o telemóvel na primeira e última coisa para a qual se olha em todos os dias,… E, transversalmente, procurar que os adultos sejam um exemplo na utilização da tecnologia, um ângulo de visão fundamental quando falamos sobre este tema, seja na promoção dos comportamentos dos menores, seja na promoção do bem-estar dos adultos.
Fique bem, pela sua saúde e a de todos os açorianos!
Um conselho da Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Filipe Fernandes *

  • Psicólogo Clínico e da Saúde e Vogal da Direcção da DRA/OPP
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