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Açores concentram 1,5% das casas vendidas e 1,2% do valor transacionado no 2.º trimestre, num país com preços em alta

Num trimestre marcado pela maior subida homóloga do índice nacional de preços da habitação desde que há registos, a Região Autónoma dos Açores manteve um peso residual no mercado residencial: 1,5% do número total de transações e 1,2% do montante envolvido entre abril e junho de 2025, revelam dados divulgado, ontem, pelo Instituto Nacional de estatística (INE).
Em termos práticos, esta quota corresponde a cerca de 640 habitações vendidas e a aproximadamente 124 milhões de euros em valor transacionado no período, resultando num valor médio por transação de 193.750 euros.
No universo nacional registaram-se, por sua vez, 42 889 operações que atinguiram um valor de 10,3 mil milhões de euros.
No plano nacional, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) acelerou 17,2% em termos homólogos no 2.º trimestre, superando em 0,9 pontos percentuais o trimestre anterior e estabelecendo um novo máximo da série. As habitações existentes encareceram 18,3% e as novas 14,5%. Em cadeia, os preços subiram 4,7% face ao 1.º trimestre, com +5,1% nas casas usadas e +3,8% nas novas.
O trimestre ficou igualmente marcado por uma recuperação do volume de atividade: realizaram-se 42 889 transações, mais 15,5% do que um ano antes e +3,7% face ao trimestre precedente. As casas usadas representaram 80,6% das vendas (34 579 unidades) e cresceram 16,7% em termos homólogos; nas novas, transacionaram-se 8 310 unidades, +10,9% homólogo. Em valor, o mercado atingiu 10,3 mil milhões de euros, um aumento de 30,4% face a igual período de 2024.
No retrato regional os Açores surgem com 1,5% do total de operações e 1,2% do montante transacionado no 2.º trimestre de 2025. A leitura confirma a escala mais reduzida do mercado açoriano no contexto nacional e a sua menor expressão financeira quando comparada com regiões de maior densidade urbana e turística do continente. Note-se que, em paralelo, a Grande Lisboa voltou a superar a fasquia dos 3 mil milhões de euros em valor, ainda que com perda de quota relativa, enquanto o Norte liderou em número de vendas, com 30,2% do total.

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