Edit Template

Paulo do Nascimento Cabral defende que é tempo de reformular a proposta da PAC

O eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral interveio na Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, numa audição ao Comissário europeu da Agricultura e Alimentação sobre a proposta da Comissão Europeia respeitante à próxima Política Agrícola Comum (PAC 2028/2034), referindo que “depois do que nós ouvimos esta tarde, acha mesmo que estamos todos errados? Ou será que é a altura de nós pararmos para pensar e reformularmos tudo isto?”.
O parlamentar europeu expressou sérias preocupações sobre a actual proposta da Política Agrícola Comum, especialmente no período em que a União Europeia atravessa, tendo afirmado que “numa altura em que estamos a atravessar um contexto geopolítico diferente e exigente, que necessitamos de apostar na segurança alimentar, na defesa da União Europeia, quando não sabemos o impacto que terão os acordos de comércio livre, como por exemplo o Mercosul, ou das tarifas de Trump, a situação na Ucrânia, é mesmo esta a altura de criar instabilidade no sector? Nós dissemos aos agricultores que os iríamos proteger e defender, e agora, infelizmente sentem-se confrontados com esta incerteza”.
Paulo do Nascimento Cabral considerou que em tempos de incerteza geopolítica, não podemos avançar com a reformulação da Política Agrícola Comum (PAC), saindo em defesa do sector agrícola europeu. “O que nós precisamos, e como referiu e concordo que há aspectos a melhorar na actual PAC, é simplificar, flexibilizar, mas manter a estrutura de dois pilares, e garantir a actualização do seu orçamento, com o deflator de 2%. O que nós precisamos mesmo, Comissário, é de uma política europeia e não de 27 políticas agrícolas nacionais”, afirmou o Eurodeputado do PSD.
A finalizar a sua intervenção, Paulo do Nascimento Cabral deu nota da situação das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia, em particular, do Programa POSEI, destinado a apoiar a agricultura nestas regiões, tendo criticado a Comissão Europeia por não cumprir o que está estipulado no artigo 349.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE). Para o Eurodeputado, “segundo o artigo 349º do TFUE, e no regulamento do POSEI, a Comissão Europeia tem de encontrar o respectivo financiamento. Infelizmente este programa foi completamente esquecido. Os agricultores das Regiões Ultraperiféricas foram esquecidos. Foi dada a responsabilidade aos Estados-Membros para tirarem do seu envelope a verba para o POSEI e neste envelope, o valor das RUP não foi sequer considerado. Isto é um atentado! Um atropelo aos Tratados e ao que foi decidido pelo Tribunal de Justiça [da União Europeia]. E, questiono, como é que nós vamos resolver o problema do POSEI?”.

Edit Template
Notícias Recentes
Centro de Formação Artística da Câmara Municipal da Madalena dá palco ao talento em recitais de classes
Padre Júlio Rocha nas Conversas na Sacristia a 18 de Junho
Amigos dos Açores reforçam valorização ambiental em visita de estudo a São Jorge
Prisão preventiva para suspeito por diversos crimes na Ribeira Grande
José Manuel Bolieiro destaca investimento que aumenta em 31% a capacidade de cuidados continuados em Ponta Delgada
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores