Entre 7 de outubro de 2024 e 6 de outubro de 2025, a Região Autónoma dos Açores registou 3.979 acidentes reportados — mais 11,8% do que o patamar de 2018/2019 (3.559), num quadro em que a gravidade se desloca: os feridos graves sobem para 116 (face a 106 em 2018/2019), os feridos leves recuam para 683 (710 em 2018/2019) e as vítimas mortais mantêm-se em três, um valor historicamente muito baixo para o arquipélago.
Estes números dizem respeito ao “período de 1 ano” terminado em 6 de outubro de 2025 e assentam em dados preliminares das forças de segurança (acidentes) e numa combinação de dados disponibilizados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) até dezembro de 2024 com registos preliminares desde janeiro de 2025 (vítimas).
No histórico mais recente, 2023 fechou com 620 acidentes com vítimas nos Açores, dos quais resultaram 18 mortos, 95 feridos graves e 708 feridos leves. Foi um ano com maior frequência de ocorrências do que em 2022 (613 acidentes com vítimas), mas com diminuição da lesão grave (de 106 para 95) e aumento dos feridos leves (de 683 para 708).
A sazonalidade manteve-se com o pico de pessoas envolvidas em acidentes com vítimas a concentrar-se no verão, com máximos em julho e agosto.
A leitura dos indicadores de 2025 deve ser prudente: a ANSR clarifica que os totais anuais móveis derivam de informação diária/semanal ainda sem validação final no que toca às vítimas desde janeiro de 2025, e sublinha que o tratamento estatístico para as Regiões Autónomas se iniciou em 2018 — sendo esse o primeiro marco robusto para comparações históricas. Ainda assim, o padrão é claro: maior pressão na sinistralidade global, ligeira redução no ferimento leve, subida da gravidade (feridos graves) e mortalidade estabilizada em valores reduzidos.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária é responsável pelo planeamento e coordenação da política de segurança rodoviária e pela uniformização da fiscalização, centraliza a recolha e monitorização de dados.
