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Em Setembro foram descarregadas em lota 1.463 toneladas de pescado atingindo um valor de 4,45 milhões de euros

Em setembro de 2025 foram descarregadas em lota 1.463,6 toneladas de pescado nos Açores, no valor de 4,45 milhões de euros. Em termos homólogos, o volume disparou 113,8% e o valor cresceu 37,2%, mas na comparação com agosto registaram-se quebras de 54,9% em volume e 45,5% em valor, segundo o destaque estatístico do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
O mercado foi dominado pelos peixes, que representaram 98,6% do total descarregado (1.443,6 toneladas) e 91,9% do valor. Seguiram-se os moluscos, com 19,2 toneladas (1,3% do volume e 7,8% do valor), e os crustáceos, com 696 quilos (menos de 0,1% do volume e 0,3% do valor). Estes números não incluem pescado rejeitado, caldeirada ou algas para fins não alimentares.
Por ilhas, o Pico liderou em volume com 36,0% das descargas e 24,8% do valor total vendido, imediatamente seguido por São Miguel, que concentrou 35,1% do volume e 35,6% do valor. São Jorge respondeu por 10,1% do volume (6,9% do valor), a Terceira por 8,7% (13,0% do valor), o Faial por 6,3% (8,9% do valor) e a Graciosa por 1,2% (6,0% do valor). Flores, Santa Maria e Corvo somaram, respetivamente, 1,1%/2,3%, 1,0%/1,4% e 0,5%/1,2%. Em termos absolutos, destacam-se as 527,5 toneladas vendidas no Pico (1,10 M€) e as 513,1 toneladas em São Miguel (1,58 M€).
O preço médio regional fixou-se em 3,04 €/kg, menos 35,8% do que em setembro de 2024, mas mais 20,9% face a agosto. A dispersão entre ilhas foi elevada: a Graciosa apresentou o preço médio mais alto (15,59 €/kg), muito acima da média dos Açores, enquanto São Jorge (2,06 €/kg) e Pico (2,09 €/kg) registaram os valores mais baixos. Corvo (6,93 €/kg), Flores (6,24 €/kg), Terceira (4,56 €/kg), Faial (4,32 €/kg), Santa Maria (4,10 €/kg) e São Miguel (3,09 €/kg) completam o mapa de preços.
No terceiro trimestre de 2025, as lotas açorianas movimentaram 8.132,6 toneladas de pescado, totalizando 22,3 milhões de euros. Face ao mesmo trimestre de 2024, o volume aumentou 118,1% e o valor 65,6%. Apesar do impulso em quantidade, o preço médio trimestral recuou 24,1% em termos homólogos, sinalizando um contexto de maior abundância de capturas e pressão em cotações.

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