O Conselho de Ilha das Flores deu parecer negativo às antepropostas de Plano e Orçamento da Região para 2026, por considerar que algumas questões da ilha são “sucessivamente ignoradas”.
O “chumbo” foi decidido numa daquele órgão realizada na passada sexta-feira, durante a qual foram salientadas várias situações que carecem de respostas, como intervenções como a segunda fase do porto das Poças, em Santa Cruz, a proteção da falésia na mesma vila, a obra no porto de Ponta Delgada, a necessidade de obras na aerogare do aeroporto e de um parque de estacionamento, bem como obras nas escolas da ilha e a repavimentação de alguns troços de estradas que “já se encontram há anos em péssimo estado de conservação, sobretudo no interior da ilha”, como é referido em comunicado de imprensa.
“Algumas das nossas constantes e repetidas reivindicações, que ano após ano temos vindo a chamar a atenção para a necessidade de incluir nos anteriores Planos e que não foram até hoje atendidas, continuam a ser ignoradas por este Governo Regional”, pode ler-se no mesmo comunicado.
O Conselho de Ilha das Flores aguarda que o Governo Regional corrija as antepropostas de Plano e Orçamento] antes da sua entrada na Assembleia Legislativa Regional dos Açores”, para que, “quando for solicitado novo parecer pela respetiva comissão ao documento final, este possa contemplar algumas das reivindicações de longa data”.
A anteproposta de Plano e Orçamento para 2026 indica para a ilha das Flores contempla uma verba que cerca de 69 milhões de euros, dos quais 48 milhões direcionados para as obras de reconstrução do porto das Lajes.
Também, o Conselho de Ilha de Santa Maria, votou contra as antepropostas de Plano e Orçamento para 2026, por considerar que as verbas alocadas à ilha, são insuficientes para dar resposta às necessidades e que não asseguram a concretização de intervenções já assumidas no passado.
Entre as reivindicações do Conselho de Ilha mariense está a reabilitação das estradas regionais, a estrada de acesso ao farol de Gonçalo Velho, a proteção costeira da orla da Maia. A também foi prevista, mas não há qualquer referência para esta obra, a requalificação dos loteamentos da zona do aeroporto, bem como reclama por mais verbas que as previstas para a Unidade de Saúde de Santa Maria, parque escolar e para a preservação do património. Outra queixa é não haver, no Plano e Orçamento, referência ao transporte marítimo de passageiros para a ilha.