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Temporada Clássicos no Museu recebe Sinfonietta de Ponta Delgada

Para o próximo domingo, dia 26 de Outubro, a Temporada Clássicos no Museu recebe a Sinfonietta de Ponta Delgada, o maestro Amâncio Cabral e a pianista Diana Botelho Vieira, celebrando em conjunto Maurice Ravel.
Maurice Ravel é uma das figuras mais importantes da música do século XX, um compositor que soube unir o rigor da forma clássica à sensualidade moderna, a clareza francesa à emoção universal. Três de suas obras mais emblemáticas — o Concerto para Piano e Orquestra em Sol Maior, oLeTombeau de Couperine a Pavanepour une infante défunte — revelam diferentes facetas desse artista que transformou a escrita da música em poesia sonora.
A Pavanepour une infante défunte, composta em 1899, apresenta o jovem Ravel encantado pelo passado e pela elegância da tradição espanhola. De andamento lento e melodia suave evocam uma dança antiga, imaginada em honra a uma princesa distante. Não há lamento, mas uma doçura nostálgica, uma recordação idealizada de um tempo que talvez nunca tenha existido. É o retrato sonoro da delicadeza e da melancolia refinada.
Alguns anos mais tarde, no LeTombeau de Couperin (1914–1917), Ravel volta-se novamente ao passado, mas agora com um tom mais íntimo e humano. A obra, composta em plena Primeira Guerra Mundial, é uma homenagem aos amigos mortos no conflito e, ao mesmo tempo, ao legado barroco francês de François Couperin. Em vez de se deixar dominar pela tristeza, Ravel transforma o luto em beleza: cada movimento é uma lembrança viva, uma dança que resiste ao esquecimento. É uma obra sobre a memória, o tempo e a arte como forma de eternidade.
O Concerto para Piano e Orquestra em Sol Maior (1929–1931) mostra um compositor maduro, cosmopolita e brilhante. Inspirado pelo jazz e pelas novas sonoridades que pulsavam em Paris, ele cria um concerto cheio de cor e vitalidade. O primeiro movimento é leve e espirituoso; o segundo, de uma beleza calma e transparente, toca o coração com sua simplicidade desarmante; o terceiro explode em energia e ritmo.
Esta é uma produção da Quadrivium – Associação Artística, com o apoio da Direção Geral das —Artes e do Governo dos Açores , em colaboração com o Museu Carlos Machado.

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