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Francisco César defende majoração dos apoios da Direcção-Geral das Artes para os Açores e a Madeira

Francisco César questionou, ontem, a Ministra da Cultura quanto à disponibilidade do Governo para majorar os apoios da Direcção-geral das Artes (DGArtes) destinados às instituições, artistas e colectividades das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, à semelhança do que foi recentemente aplicado a Ponta Delgada, no financiamento da Capital Portuguesa da Cultura.
Intervindo na audição parlamentar à Ministra, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2026, o deputado do PS/Açores à Assembleia da República recordou que “as instituições culturais e os artistas insulares enfrentam um conjunto de dificuldades e custos acrescidos no exercício da sua actividade por viverem em Regiões Autónomas”, para salientar ter sido com o Governo do Partido Socialista, em 2018, “que foi permitido às associações culturais dos Açores concorrerem a apoios da Direcção-geral das Artes, uma decisão que representou um passo importantíssimo para democratizar o acesso à criação e combater desigualdades territoriais”.
Na ocasião, o deputado destacou o recente protocolo assinado entre o Governo da República, o Governo Regional e a Câmara Municipal de Ponta Delgada, no âmbito da Capital Portuguesa da Cultura, sublinhando que o documento reconhece o princípio de majoração dos apoios em função dos custos de insularidade.
“Constatou um princípio que é para nós muito importante, o de majorar o apoio, tendo em conta os custos de insularidade, algo que reconhecemos e elogiamos”, afirmou o socialista, para questionar se, perante esse reconhecimento, o mesmo critério será aplicado de forma coerente nos restantes instrumentos de apoio à criação artística.
“Se o Governo reconhece a necessidade dessa majoração, faz todo o sentido que ela seja também transposta para os apoios da Direcção-geral das Artes, nomeadamente nos apoios sustentados, no Programa de Apoios a Projectos, na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea e na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses”, questionou.
“Está a Sra. Ministra disponível para transpor essa majoração também para os apoios da Direcção-geral das Artes para as instituições, artistas e colectividades da Região Autónoma dos Açores e da Madeira?”, perguntou Francisco César, apelando à coerência na aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e continuidade territorial.
Em resposta, a Ministra da Cultura admitiu a relevância destas majorações, no sentido de garantir que os custos da insularidade são contemplados.

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