Edit Template

Casas até 200 mil euros à venda em Ponta Delgada diminuíram 90% em cinco anos

A oferta de casas à venda até 200.000 euros caiu 73% no país nos últimos cinco anos, revelam os dados do idealista. Também no patamar seguinte – entre 200.000 e 300.000 euros – o stock disponível para comprar, no todo nacional, recuou 32%. Ao invés, são cada vez mais as ofertas no mercado habitações de casas que custam mais de meio milhão de euros.
Em Portugal, o número de habitações colocadas à venda por valores entre 400.000 e 500.000 euros subiu 37% em cinco anos e as que custam mais de 500.000 euros cresceram 42%.
Na análise às capitais de distrito ou de regiões autónomas, verifica-se que praticamente todas as grandes cidades têm, hoje, menos casas à venda até 200.000 euros do que há cinco anos. A única excepção é Vila Real, onde a oferta de habitação mais acessível cresceu 16%.
E nos Açores, mais concretamente em Ponta Delgada, a área analisada pelo referido estudo?
No que concerne à oferta de habitações com preço até 200 mil euros, a quebra foi de 90%. Mais acentuada só mesmo as verificadas no Funchal (-97%), Faro (-92%) e Lisboa, com -91%..
Já nas ofertas para venda entre os 200 e o 300 mil euros, a queda em Ponta Delgada foi de 49%. E dentro dos preços “acessíveis”, o retrato dos últimos cinco anos é semelhante: habitações disponíveis entre os 300 e os 400 mil euros são menos 49%. Ao contrários, as moradias propostas até a meio milhão de euros tiveram uma oferta de mercado aumentada em 333%. Com um valor de venda acima do meio milhão, a oferta cresceu, nos últimos cinco anos, 261%.
Depois dos grandes recuos observados nos últimos cinco anos, a oferta de casas à venda até 200.000 euros tornou-se muito escassa nos grandes centros urbanos no verão de 2025. No Funchal passou a representar apenas 1% do stock local, em Lisboa 2%, em Faro 3% e no Porto 5%. No verão de 2020 as habitações acessíveis pesavam mais de 25% do stock do Funchal e da Invicta, e mais de 10% em Lisboa e em Faro.
Embora a queda de habitação a preços mais baixos tenha sido generalizada entre as capitais de distrito/regiões autónomas (à excepção de Vila Real), várias cidades do interior do país têm ainda uma oferta bem expressiva. Na Guarda, Portalegre, Castelo Branco, Beja e em Bragança, as casas à venda até 200.000 euros representam mais de metade dos respetivos stocks municipais, mostram os mesmos dados.
Dando o salto para o patamar de preços mais elevado – casas à venda acima de 500.000 euros -, observa-se que estes imóveis residenciais representam mais de metade da oferta local no Funchal (66%), em Faro (63%) e em Lisboa (63%). No Porto, uma em cada três casas para comprar custa mais de meio milhão de euros.
Já numa análise mais concentrada e actualizada, o preço médio de venda em Portugal manteve-se nos 440.000€, estável face a outubro e com um crescimento de +15% em relação a novembro de 2024 (382.000€). A estabilidade mensal contrasta com o ritmo de crescimento anual, que continua elevado em várias regiões, sobretudo no Centro e nas Ilhas.
Nos Açores e Madeira, o preço médio atingiu 234.000€, o que representa uma valorização mensal de +30% e anual de +33,7%. A Madeira fixou-se em 600.000€ (+4,3% mensal; +17,6% anual), enquanto o Faial duplicou face ao ano anterior (370.000€). A Terceira aumentou para 258.000€, e São Miguel manteve-se nos 399.000€.

Edit Template
Notícias Recentes
Especial Climate Summit COP30: Na trilha oceânica, COP30 deixa legado positivo para os Açores, mas combustíveis fósseis permaneceram intocados
Maioria dos partidos nos Açores aprova parecer a favor de subsídio de doença mais justo no cancro
MOVA considera inaceitável a falta de rumo da tutela da Cultura
Angra do Heroísmo distingue-se com o Selo ODSlocal – Categoria de Dinâmica Municipal
Ponta Delgada para Todos quer revogação de parecer da Câmara Municipal sobre futuro da SINAGA
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores