No terceiro trimestre de 2025 foram constituídas na Região Autónoma dos Açores (RAA) 159 pessoas coletivas e entidades equiparadas, mais 23,3% do que no período homólogo de 2024, revelam dados do Boletim Trimestral do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), com base em informação do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ).
Entre julho e setembro do ano passado tinham sido criadas 129 entidades (49 em julho, 34 em agosto e 46 em setembro). Em 2025, o mesmo trimestre registou 65 constituições em julho, 48 em agosto e 46 em setembro, o que permitiu reforçar o ritmo de nascimento de novas empresas no arquipélago.
Em sentido contrário, mas com uma variação muito menos expressiva, as dissoluções também aumentaram. No terceiro trimestre de 2025 foram encerradas 27 pessoas coletivas e entidades equiparadas na RAA, mais uma do que as 26 registadas em igual período de 2024, o que corresponde a um acréscimo homólogo de 3,8%
Ainda assim, o saldo entre constituições e dissoluções manteve-se largamente positivo: 132 novas entidades líquidas no trimestre agora analisado
Os números trimestrais enquadram uma trajetória de crescimento moderado, mas consistente, ao longo do ano. Entre janeiro e setembro de 2025 foram constituídas 513 pessoas coletivas e entidades equiparadas nos Açores, contra 491 no mesmo período de 2024, mais 22 entidades, o que corresponde a um aumento de cerca de 4,5% no acumulado dos nove meses. No mesmo intervalo, as dissoluções passaram de 92 para 98, mantendo porém uma diferença muito acentuada entre nascimentos e encerramentos: 513 constituições para 98 dissoluções em 2025, o que resulta num saldo líquido de 415 entidades, superior às 399 de igual período do ano anterior.
A leitura conjunta destes indicadores de demografia empresarial mostra que, apesar de um ligeiro reforço dos encerramentos, a criação de novas empresas continua a superar largamente as dissoluções na Região. O aumento de 23,3% das constituições no terceiro trimestre e o saldo positivo de 132 entidades nesse período evidenciam uma maior dinâmica no tecido económico açoriano, com mais agentes a formalizar atividades e projetos, num contexto em que o número de encerramentos permanece relativamente contido.
