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Envelhecimento, vacina, autópsia e outras minudências

Há anos que não me levantava tão tarde em casa: 10:30. Acordei pelas 08:00 virei-me para dormir mais meia hora ou uma hora e foi este descalabro. Se calhar o corpo precisava de mais descanso… ao contrário de todos os outros, quanto mais envelheço mais preciso de dormir. Estranho isto pois durante os últimos 20 anos acordava e levantava-me entre as 07:30 e as 08:00 fosse verão ou inverno.
Ando preocupado, no ano passado, por esta altura já tinha sido vacinado, mas apesar de estar por idade e morbilidades várias incluso nos grupo de maior risco, o posto de saúde local ainda não me chamou. Já em Trás-os-Montes a campanha está bem ativa como a foto documenta. Sem medo dos efeitos colaterais…
Mas muito mais preocupante foi este aviso , e apesar de não ter conseguido encontrar o original o que me causa incertezas quanto à sua veracidade, neste caso ficam as pessoas avisadas que não se pode morrer nesse mês ! … Uma das coisas que sempre me meteu medo antes de decidir ser cremado era que isto me pudesse acontecer:
Agora estou mais tranquilo. Como a minha mãe dizia “este já não é o meu mundo”, ou como o escritor açoriano João de Melo escreveu “O meu mundo não é deste reino”, eu poderia dizer “existem outros reinos escondidos neste mundo”, neles permanecerei enquanto tiver sanidade… Espero nunca ser encontrado a deambular com uma pulseira “Estou aqui adultos” da PSP, em especial para pessoas com demências (como Alzheimer), pois nessa altura creio que a solução mais adequada seria a eutanásia.
Pior estão os norte-coreanos, pois o Grande Líder (Kim Jong Un) baniu os suicídios e os que tentarem e falharem serão executados! O suicídio passou a ser um crime contra o estado e não só os que tentarem mas as suas famílias podem estar condenadas. O Salazar não foi tão longe mas proibia que fossem noticiados.
Felizmente, do Brasil chegam boas novas:
‘Todes’, ‘elu’: Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra nos governos… – Não usar novas formas de flexão de género e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008… – Lei veda o uso de termos como “todes” e “elu”. Eles fazem parte da chamada “linguagem neutra”, usada geralmente por parte da comunidade LGBTQIA+ que não se identifica com os géneros masculino ou feminino. Isso é feito, geralmente, trocando os marcadores de flexão de género nas palavras por “e” ou “u”. Apesar de vista por determinados grupos sociais como mais inclusiva, a linguagem neutra não está prevista na norma oficial da língua portuguesa. Administração pública precisa usar “linguagem simples” na comunicação com cidadão. A lei estabelece que a população possa “encontrar, entender e usar as informações publicadas pelos órgãos e entidades da administração pública”.
Esta nova geração deixa-me boquiaberto, espero que não se sintam ofendidos por esta crónica.

Chrys Chrystello*
*Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713
MEEA-AJA (IFJ)

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