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Investigadores do Okeanos destacaram-se no MICROBIOTECH25 com estudos sobre microbiomas marinhos e ecossistemas profundos

De 4 a 6 de dezembro de 2025, decorreu em Ponta Delgada o MICROBIOTECH25 – Congresso Português de Microbiologia e Biotecnologia, reunindo investigadores de todo o país para discutir avanços recentes no estudo de microrganismos e das suas aplicações biotecnológicas, revela o portal do Okeanos – Instituto de Investigação em Ciências do Mar.
O Instituto marcou presença com duas contribuições científicas de elevado impacto, apresentadas por Raul Bettencourt e João Moreira.
O investigador Raul Bettencourt apresentou uma comunicação oral dedicada ao estudo comparativo dos microbiomas associados às algas invasoras Rugulopteryx okamurae e Sargassum spp. A investigação destacou diferenças marcantes na composição microbiana destas espécies e demonstradas como essas variações podem influenciar a ecologia e o comportamento invasivo das algas.
Um dos aspectos centrais da apresentação incidiu na análise das “vias KEGG”— vias metabólicas microbianas que permitem inferir o potencial funcional das comunidades bacterianas. Os resultados mostram que cada alga recruta subconjuntos específicos de vias metabólicas, com implicações para sua adaptação, capacidade invasiva e interação com o meio marinho.
A outra apresentação ciêntifica, foi feita pelo inverstigador João Moreira que apresentou um poster científico sobre a aplicação da ferramenta bioinformática PICRUSt, utilizada para prever o potencial metagenómico das comunidades microbianas associadas ao mexilhão de profundidade Bathymodiolus azoricus .
O estudo baseou-se em amostras recolhidas numa experiência de colonização envolvendo um fragmento de osso de baleia afundado há vários anos no canal Faial – Pico.
O trabalho demonstra como, a partir de dados de sequenciação de marcadores genéticos (como o gene 16S rRNA), o PICRUSt permite estimar funções metabólicas não diretamente observadas, ligando a composição taxonômica (“quem está lá”) ao potencial funcional (“o que pode fazer”). Esta abordagem abre novas oportunidades para estudar ecossistemas profundos e os processos microbianos que estruturam estes ambientes extremos.
A participação de Raul Bettencourt e João Moreira reforça a presença ativa do Okeanos na investigação de ponta sobre microbiomas marinhos, biotecnologia e ecossistemas oceânicos, contribuindo para o avanço do conhecimento científico produzido no arquipélago dos Açores.

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