Em Portugal, os apartamentos T1 destacam-se como a tipologia que mais rapidamente foi transaccionada no terceiro trimestre de 2025, segundo se pode concluir a partir da análise aos dados do Idealista. Conclui o mesmo estudo que 41% dos anúncios das casas com um quarto permaneceram activos menos de um mês. Logo depois surgem os T2 (36%), os T3 (35%) e os estúdios (T0), com 32% de vendas concretizadas no espaço de um mês. As ofertas com quatro ou mais quartos (27%), apresentam tempos de anúncio de comercialização mais longos.
Em Ponta Delgada, onde a oferta de apartamentos ainda não é a dominante, a situação de mercado é similar: atendendo aos dados do terceiro trimestre do corrente ano, a comercialização de habitações de tipologia T0 domina, com 50% das transacções. Seguem-se os apartamentos com dois quartos (43%), surgindo a terceira maior procura pela tipologia T2, com 18% das transacções. As ofertas com quatro ou mais quartos. As ofertas (e aquisições) de apartamentos com quatro ou mais quartos são residuais, muito devido à pouca oferta e consequente valor elevado. O mesmo se passa com os denominados “estúdios”, que no caso do mercado local, são praticamente inexistentes, não entrando, portanto, para a análise do Idealista. Em concreto, não houve registos devido à inexistência de stock deste tipo de imóvel.
Numa análise ao todo nacional, revela-se que Santarém realça de forma expressiva, com 80% dos T1 que terão sido vendidos em menos de um mês, a maior taxa registada no país. Em seguida surgem Viana do Castelo (56%), Ponta Delgada (50%), Aveiro (44%), e depois Braga, Coimbra, Funchal e Faro (41% em cada). Seguem-se Viseu (36%), Vila Real (33%) e Setúbal (31%). Em Lisboa, apenas 24% dos T1 anunciados saíram do mercado em menos de 30 dias, enquanto no Porto essa proporção foi de 28% e em Beja, de 25%.
No que diz respeito à venda de apartamentos T2 em menos de um mês, Santarém volta a liderar com 53%. E logo a seguir está Castelo Branco (43%), Beja (40%), Évora (40%), Viseu (39%), Funchal (36%), Coimbra (33%), Aveiro (32%), Braga (31%), Porto (28%), Setúbal (28%), Viana do Castelo (24%), Lisboa (23%), Faro (21%), Ponta Delgada (18%) e Leiria (17%).
Os apartamentos T3 registaram 35% de vendas rápidas a nível nacional. Nas “grandes” cidades, Beja (50%) apresenta o valor mais elevado, seguida de Ponta Delgada (43%), Braga (39%), Aveiro (37%), Viana do Castelo (36%), Porto (36%), Coimbra (35%), Santarém (29%), Funchal (29%), Guarda (29%), Setúbal (29%), Leiria (23%), Lisboa (18%), Castelo Branco (17%), Faro (17%), Viseu (16%) e Évora (14%).
Nos apartamentos com quatro quartos ou mais, Viana do Castelo (50%) apresenta a taxa de vendas rápidas mais elevada para os apartamentos, seguida de Aveiro (39%) e Setúbal (37%). Depois surgem Santarém (29%), Porto (24%), Coimbra (20%), Lisboa (20%), Braga (13%) e Leiria (7%). Nas restantes capitais de distrito (Beja, Castelo Branco, Faro, Funchal, Portalegre, Vila Real e Viseu) não se registaram vendas em menos de um mês. Como acima dito, em cidades como Ponta Delgada, não há dados disponíveis devido à inexistência de oferta.
