A Binter, principal transportadora aérea das Canárias, estará interessada em negociar uma participação minoritária estratégica na Azores Airlines, avança o “Reise vor9”, órgão especializado na indústria de viagens.
Conforme avança aquele órgão de imprensa alemã, a Binter tem acompanhado de perto o processo de reestruturação da Azores Airlines e vê vantagens estratégicas numa aproximação societária. Ademais, os Açores são vistos pela Binter como sendo “um mercado-chave e uma plataforma de ligação para a América do Norte”, considerando que “uma eventual entrada no capital poderia permitir uma maior articulação de rotas e capacidades com a transportadora açoriana”, dado a Azores Airlines operar ligações para os EUA e Canadá e beneficiando de incentivos regulamentares próprios, salientam especialistas em aviação citados pelo portal.
Segundo o “Reise vor9”, uma entrada da Binter poderia “reconfigurar o processo”, uma vez que as duas companhias já colaboram em regime de codeshare, pelo que a possibilidade de um investimento direto surge como um passo adicional numa relação que tem vindo a aprofundar-se nos últimos anos, sendo também ententido pela empresa canarina que “uma participação no capital facilitaria a coordenação de frequências e rotas, permitindo um planeamento de rede mais estável entre Canárias, Madeira, Açores e vários aeroportos do continente português”.
Tudo isto surge depois de a 24 de novembro, o Atlantic Connect Group, liderado por Carlos Tavares (ex-CEO da Stellantis), Tiago Raiano (Grupo Newtour), Paulo Pereira (proprietário da Quinta da Pacheca) e Nuno Pereira (MS Aviation), terem entregue uma proposta conjunta para a aquisição de 85% da Azores Airlines, por um valor de 17 milhões de euros, incluindo nove aviões da companhia Azores Airlines.
Segundo o “Reise vor9”, a eventual entrada no capital seria limitada a uma participação minoritária, mantendo o controlo da companhia nas mãos da Região Autónoma dos Açores ou de outros investidores que venham a assumir a maioria através do concurso de privatização.
Ainda assim, a operação poderia traduzir-se numa coordenação mais estreita de rotas, maior integração comercial e otimização das ligações entre os arquipélagos dos Açores e das Canárias.
