No mês de Novembro de 2025, nos Açores, foram descarregadas em lota 285,2 toneladas de pescado, num valor total de 2,5 milhões de euros, segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), com base na informação da Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores, S.A. (Lotaçor).
Em termos de quantidades, o volume registou um aumento de 10,0% face a Novembro do ano anterior, mas caiu 30,2% em comparação com o mês anterior. Já o valor das vendas seguiu o sentido inverso: subiu 66,3% em termos homólogos e cresceu 15,9% face ao mês anterior, refletindo uma valorização significativa do pescado transacionado.
A estrutura das descargas manteve o predomínio do peixe, com 243,9 toneladas, representando 85,5% do volume total e 82,3% do valor. Os moluscos somaram 41,3 toneladas (14,5% do volume e 17,7% do valor), enquanto os crustáceos tiveram expressão residual, com apenas 14 quilogramas.
Por ilhas, São Miguel concentrou a maior fatia das descargas em volume (53,2%), mas com 41,7% do valor total, sinalizando um preço médio inferior à média regional. Seguiram-se a Terceira (22,3% do volume e 24,5% do valor), o Pico (5,9% do volume e 5,6% do valor), a Graciosa (5,9% do volume e 8,9% do valor) e Santa Maria (5,1% do volume e 6,2% do valor), com Faial, São Jorge, Flores e Corvo a completarem o quadro.
O preço médio regional do pescado descarregado atingiu 8,61 euros por quilograma em Novembro, um aumento de 51,3% face ao mesmo mês do ano anterior e uma subida de 66,0% em relação ao mês anterior. O Corvo registou o preço médio mais elevado (18,75 €/kg), muito acima da média regional, seguido das Flores (17,72 €/kg) e do Faial (14,99 €/kg), enquanto São Miguel apresentou o valor mais baixo (6,75 €/kg).
O SREA sublinha que estes dados dizem respeito às descargas de peixes, moluscos e crustáceos em lota e não incluem pescado rejeitado, “caldeirada” nem algas não destinadas a consumo humano, podendo existir pequenas diferenças por arredondamentos.
