Já nada me espanta ou surpreende, mas alguns factos quotidianos ainda conseguem fazer aflorar um sorriso à comissura dos lábios (como se dizia na tropa, no malfadado RDM, Regulamento de Disciplina Militar)…
A brasileira Suellen Carey, que realizou um casamento simbólico consigo mesma em Londres, decidiu colocar um ponto-final na sua união sologâmica depois de um ano. Conta que a experiência foi intensa e cheia de aprendizados, ajudando-a a desenvolver autoconhecimento e força interior, mas o processo trouxe desafios emocionais difíceis de sustentar. Suellen descreve esse período de “mergulho interno” como transformador. Para ela, aceitar o divórcio simbólico representa uma nova etapa, marcada por mais leveza e clareza, e diz estar aberta para novos relacionamentos, com outra pessoa.Antes da decisão, Suellen passou por uma espécie de “terapia de casal” consigo mesma, procurando compreender limites, expectativas e vulnerabilidades. Mesmo com o fim da união, garante que o processo fortaleceu a autoestima e a perceção sobre as próprias necessidades emocionais.
Há semanas Dom Marcelo II foi operado de urgência, mas nestas semanas que lhe faltam como PR, só resta esperar pelo substituto, dentre os 500 candidatos, mas temo que sejam ainda piores do que ele… então ao almirante mete medo, e como sabem que não gosto de militares aquele tem cá uma tendência para o despotismo que assusta. Dos mirantes eu gosto, mas de arabismos almirantados não. Dos restantes, o Seguro (J A) do PS até parece mais humano no meio daqueles todos.
Nesta época natalícia em que as saudades da minha mulher são mais prementes lamento que aqui não tenhamos uma cabina telefónica, como no Japão para “conversar” com quem já se foi. Kaze no Denwa ou “O Telefone do Vento” fica em Otsuchi, o telefone não está conectado a nada. Não possui linhas, nem fios, nem sinal. Mas isso nunca importou…É um espaço onde a tecnologia não funciona, mas a memória funciona perfeitamente. Um lugar onde a dor vira voz. Onde o silêncio escuta. A cabine virou um símbolo internacional de luto coletivo — mostrando que, independentemente de cultura, existem dores que só conseguem sair quando são pronunciadas. E que às vezes, o que cura não é ser ouvido, mas ter coragem de falar.
Mudemos de assunto, serei cético, descrente de amores desproporcionados em idade, ou meramente cínico mas sinto sempre o mesmo ao ver imagens destas. Eu até dizia dantes que era como eu namorar uma amiga da idade da minha mãe…repugnante! E a verdade é que não me imagino hoje numa situação semelhante, mesmo considerando que a minha noção de beleza é a mesma de há 60 anos, e portanto, normalmente sentir-me-ia atraído por jovens dessa idade. As hipóteses de algo assim me acontecer estão a anos-luz de poderem acontecer, basta ver a ausência de registos de propriedade predial de valor avultado ou a minha conta bancária!
Na China pode alugar um apartamento com 40 cm de largura por 1 USD por noite (30 dólares mensais), com uma cama estreita, uma tomada e uma TV pequena. Podia ser a solução para os portugueses. Mas não nos preocupemos com estes não-eventos pois agora as mulheres e jovens são os mais vulneráveis: correm maior risco de perderem os seus empregos para a IA e de a tecnologia estar enviesada contra estes grupos. “Os robôs humanoides assumirão os trabalhos nas fábricas dentro de 5 anos”, afirma o CEO da Xiaomi. A mim já não deve afetar grandemente, não sou mulher, nem jovem, nunca trabalhei nas fábricas e esses humanoides não me convencem ainda. Por outro lado, a imigração do futuro está a morrer: “Há cada vez menos vistos de nómadas digitais a serem emitidos em Portugal, desde a sua criação. As solicitações também têm vindo a diminuir.”
Chrys Chrystello*
*Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713
MEEA-AJA (IFJ)