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Tomaz Dentinho defende cultura de paz e integração como caminho para 2026

Tomaz Dentinho considera que, apesar do cenário global marcado por guerras e tensões, há razões para esperança num balanço do ano e numa projecção positiva para 2026, noticia o sítio Igreja Açores.
“Toda a guerra acaba por resultar em paz”, afirmou, defendendo que muitos conflitos poderiam ser evitados se as decisões políticas fossem baseadas na “confiança, no diálogo e na responsabilidade, e não no medo, na conquista territorial ou na disputa de recursos”.
Segundo o professor Universitário da Universidade dos Açores, a aspiração à paz está presente tanto entre os povos directamente envolvidos nos conflitos – como ucranianos e russos, israelitas e palestinianos – como noutras regiões afectadas pela violência, nomeadamente em África. Para o entrevistado, é possível antever um processo de paz na Ucrânia, desde que a Europa abandone uma lógica de confronto e retome o seu papel histórico de integração, desenvolvimento e alargamento pacífico.
Tomaz Dentinho recordou, aliás, que “o fim da divisão europeia, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, ocorreu sem guerra, defendendo que um caminho semelhante pode ser seguido nas relações entre a Ucrânia, a Rússia e a União Europeia. Para isso, considera necessária coragem política para acelerar processos de integração, salvando vidas e evitando a perpetuação do conflito armado”.
Relativamente ao Médio Oriente, o professor sublinhou a importância de “repensar as fronteiras e apostar numa maior integração económica e humana, à semelhança do modelo europeu, respeitando identidades locais e promovendo a interacção entre povos como base para uma paz duradoura”.
No plano da comunicação social, Tomás Dentinho alertou para a responsabilidade acrescida dos media numa era de globalização da informação. Criticou a normalização do discurso de rearmamento e o apelo ao aumento do investimento militar, defendendo que esses recursos deveriam ser canalizados para a inovação, a cooperação internacional e o desenvolvimento humano.
“A paz não é apenas um objectivo distante, é uma presença e um caminho”, recordou, citando o Papa.
O professor destacou ainda o papel individual na construção da paz, começando nas relações familiares e comunitárias, mas estendendo-se às escolhas políticas e sociais face aos conflitos internacionais. Para si, pensar “com o coração aberto”, aliado à razão e à responsabilidade, é essencial para contrariar uma cultura de guerra frequentemente apresentada como inevitável.
Neste balanço que projecta já o próximo ano, Tomaz Dentinho abordou o contexto nacional e regional, apontando desafios e oportunidades para 2026 nos Açores e em Portugal. Entre as prioridades destacou o desenvolvimento sustentável do turismo, o reforço das cadeias de valor do leite, da carne e da pesca, a melhoria da gestão pública, nomeadamente na saúde, o controlo da dívida pública e a integração dos imigrantes como factor essencial para o crescimento económico e social.
Concluiu manifestando esperança no futuro do país e da região, defendendo que “o desenvolvimento exige esforço, inovação e abertura, mas pode trazer benefícios duradouros se for acompanhado por uma distribuição justa e responsável dos resultados”.

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