Acordei com o sol a raiar e 16 ºC, tratei de meter uma leva de roupa na máquina de lavar. Depois do mata-bicho e de ligar o PC, logo me propus expugnar Portugal do Chega, Ventura e todos os outros, de uma forma económica e definitiva: mandem-nos todos para lá, e teremos a certeza de que nos próximos 60 mil anos não irão regressar.
Suponho que na Europa, entre 1950 e 1980, havia políticos mais dignos, podiam ser tão sacanas como os de hoje, mas tinham mais dignidade! De há umas décadas paria cá, o nível baixou não só nos políticos, mas na educação, na justiça, e em quase todos os ramos do saber, onde os conhecimentos aumentaram mas a qualidade baixou.
Qualquer dia voltamos à idade das cavernas como na Ditadura, isto evoca-me sempre Salazar em tempos idos:
No discurso de Salazar, proferido em 12 de maio de 1935, na sede da Liga 28 de Maio, em Lisboa, Salazar disse: Oiço muitas vezes dizer aos homens da minha aldeia, «Gostava que os pequenos soubessem ler para os tirar da enxada». E eu gostaria bem mais que eles dissessem: «Gostaria que os pequenos soubessem ler, para poderem tirar melhor rendimento da enxada».
Há 2000 anos, Marco Aurélio, imperador Romano, afirmou na obra Meditações, que “Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um facto. Tudo o que vemos é uma perspetiva, não a verdade.” Hoje, perante desinformações, inverdades, notícias falsas, quantos cidadãos comuns leem e confiam os relatórios sem pensar e sem refletir, provavelmente enganados pelos relatórios académicos e reportagens jornalísticas que parecem objetivos. Pode estar aí a explicação para o generalizado abaixamento de nível.
Mas tenho boas notícias para quem gosta de alternativas. Se não quer ser enterrado nem cremado surgiu agora nova alternativa: acamado. Agora você pode ser “aquamado”: um novo método pós-vida que usa água e substâncias alcalinas para decompor o corpo de forma rápida e sem combustão, surgindo como alternativa ambientalmente amigável ao enterro e à cremação tradicionais. A técnica, conhecida como aquamação, promete reduzir emissões e consumir menos energia, atraindo quem busca opções mais sustentáveis para o fim da vida.
Se calhar era isso que apetecia à mulher que enganava 8 homens com a paternidade de um filho. Nancy M, de 35 anos, foi detida na África do Sul por fraude continuada, após se ter descoberto que enganava 8 homens diferentes (há 12 anos) para pagarem a pensão de alimentos pelo mesmo filho. A mulher usava documentos adulterados para sustentar a falsa paternidade, tendo já construído (à custa desse filho) uma casa e um restaurante, sem que nenhum dos homens suspeitasse do engano. A polícia abriu uma investigação e realizou testes de DNA para determinar a paternidade da criança, enquanto Nancy enfrenta acusações de fraude, falsificação de documentos e abuso de confiança. Coitada, já não vai poder pagar a universidade do filho.
Por vezes apetece-me relembrar Miguéis quando escrevo e publico. Isto deve-se ao facto acentuado de eu já não ter leitores, pois como todos sabem, agora publicam-se mais livros do que existem leitores. E a promoção das forças editoriais que realmente contam, é um circuito fechado dos mesmos, consagrados e celebrados, pretensamente famosos e ”best sellers”. Circuito onde quase que é proibido entrar, pior que as cliques e claques de há décadas. E as editoras que ora buscam lucros com o mínimo de trabalho, têm edições minúsculas para estarem cobertas pelo que os autores pagam, e sem grande disseminação.
MAS AFINAL O QUE É O TÃO BADALADO GÉNIO?
«Escrevo para o público e não para os críticos ou os intelectuais. Mas creio que poucos me leem nas entrelinhas! Haverá em Portugal quem escreva assim? Os nossos génios parecem não ter vivido, e se viveram não viram, e se viram calam-se. Mas afinal o que é o tão badalado génio? É uma doença muito rara, não contagiosa, duvidosamente hereditária e com frequência simulada, que em geral só nos é possível diagnosticar cinquenta a cem anos após a morte do seu portador.» JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS escreveu isto em 22 setembro 1976.
Enquanto isto a Eslovénia pode multar (de 150 a 300 euros, sejam adultos ou crianças) por se praticar um instrumento musical em casa, sendo proibido a qualquer hora do dia, durante toda a semana. Nunca pode ser tocado se incomodar alguém. Mais acima na Alemanha a nova moda (Hobby Dogging) é passear cães invisíveis pela trela com coleira. Segundo os praticantes desta atividade, o objetivo é proporcionar uma experiência lúdica, simular a responsabilidade de ter um animal e, para alguns, preparar-se para um futuro cão real. Para outros, é simplesmente uma forma divertida de socializar e fazer exercício. E pensar que eles fecharam o Hospital Conde de Ferreira…
Para tentar arranjar mais alguma sanidade vou ver TV e o meu entretenimento intelectual (futebol!).
Chrys Chrystello*
*Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713
MEEA-AJA (IFJ)