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Onésimo Teotónio de Almeida galardoado com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural

Aos 79 anos, o escritor e académico açoriano, Onésimo Teotónio de Almeida, residente nos EUA desde 1972, foi distinguido, no passado sábado com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.
“Como estudioso e ensaísta tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando assim a cidadania cultural como um fator exemplar de expansão e desenvolvimento”, realçou o júri, ao qual presidiu o antigo ministro Guilherme d’Oliveira Martins, que destacou, igualmente, a “persistente ação” de Onésimo Teotónio Almeida enquanto professor e investigador de prestígio, tendo também sublinhado a sua importância na consolidação da língua, literatura e cultura portuguesas, em particular nos Estados Unidos da América.
Em comunicado, a Estoril Sol, organizadora do prémio, sublinha que “Onésimo Teotónio Almeida é um dos grandes pensadores e prosadores, tendo mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Brasil, França e Inglaterra”.
Onésimo Teotónio Almeida nasceu no Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, nos Açores, tendo estudado no Seminário de Angra do Heroísmo e feito o bacharelato na Universidade Católica de Lisboa. Mudou-se para os EUA em 1972, como estudante da Universidade de Brown.
A sua vasta obra é, para já composta por mais de uma centena de textos publicados, abrangendo géneros como ensaio, conto, crónicas e teatro. Alguns dos seus livros mais recentes são “José Enes – Filósofo, Pedagogo e Mestre”, de 2025, editado pelas Letras Lavadas, e “Diálogos Lusitanos”, publicado em 2024 pela Quetzal.
O Prémio Vasco Graça Moura — Cidadania Cultural, no valor de 20.000 euros, foi entregue pela primeira vez em 2016 ao ensaísta Eduardo Lourenço. Desde então foram já distinguidos o jornalista José Carlos Vasconcelos, o escritor e investigador Vítor Aguiar e Silva, a atriz Maria do Céu Guerra, o fadista Carlos do Carmo, o gestor e jurista Emílio Rui Vilar, o editor livreiro Zeferino Coelho, a pintora Graça Morais, o historiador José Pacheco Pereira e o escritor e investigador Helder Macedo.
Além de Guilherme d’Oliveira Martins, o júri foi constituído por Maria Carlos Gil Loureiro, da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa de Críticos Literários, Ana Paula Laborinho, diretora em Portugal da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura, pelo jornalista José Carlos de Vasconcelos, e, ainda, por Dinis de Abreu, a convite da Estoril Sol.

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