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Eventual interrupção da operação marítima semanal para a ilha de Santa Maria preocupa empresários

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) manifestou segunda-feira preocupação com as consequências que a indisponibilidade temporária do navio Furnas, em reparação, pode ter na realização da operação marítima semanal para Santa Maria.
Em comunicado, aquela associação empresarial solicita ao Governo Regional que mobilize, com “a maior brevidade possível”, o navio Margarethe, que está “operacional e disponível no porto de Ponta Delgada (…), que poderá suprir temporariamente a ausência do Furnas e garantir a continuidade da ligação marítima semanal” àquela ilha.
Para a CCIPD, uma eventual interrupção dessa operação semanal assume “particular gravidade” num contexto em que o transporte marítimo “tem sido frequentemente condicionado pelo estado do mar”, com especial impacto no transporte de determinados tipos de carga, como o gado vivo. E exemplifica; “Existem, neste momento, situações em que animais aguardam há mais de 15 dias para serem exportados, com prejuízos económicos relevantes para os operadores e riscos acrescidos para a atividade”.
A Associação empresarial sublinha que a operação semanal “é essencial para o normal funcionamento” da economia da ilha de Santa Maria, “determinante para os sectores produtivos, para o comércio e para a estabilidade das cadeias logísticas”.
“Qualquer interrupção prolongada compromete a atividade económica e agrava as dificuldades estruturais associadas à insularidade”, aponta a associação empresarial das ilhas de São Miguel e de Santa Maria.
E termina o comunicado reforçando que “A economia da ilha de Santa Maria depende de forma crítica de transportes regulares e fiáveis que garantam o abastecimento e o acesso aos mercados.
A manutenção dessa regularidade é uma condição essencial para o desenvolvimento económico, a coesão territorial e a sustentabilidade das actividades empresariais da ilha”.

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