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José Enes e Gustavo de Fraga (I) : Verdade, Autonomia, Universidade – Legados, Para Sempre

Considerando os múltiplos domínios científicos, explicitados no “Ciência Vitae”, – Plataforma de Registo Científico -, as minhas áreas e Domínios de Atuação são: “Ciências Sociais – Ciências da Educação” e “Humanidades – Filosofia, Ética e Religião – Teologia”, (com naturais conexões, interdisciplinares, designadamente com o Domínio de atuação em Comunicação e “Comunicação Social – Jornalismo”, na/no qual colaboro, com iniciativas autorais, há mais de trinta e cinco anos, sem nunca levar nem um centavo nem um cêntimo.)

Pórtico

José Enes e Gustavo de Fraga. Pastores da Verdade na Luz do Ser.
Dedico este livro à Minha Mãe, Leontina Maria Oliveira Medeiros, Minha Verdadeira Educadora e Professora, que sempre me educou na Escola da Verdade, em Universidade, no Sentido dos porquês e das razões, na procura dos fundamentos e da Razão. A Vida deu-me a ver que foi no meu Berço que recebi a essência da Educação e das Letras, com que fui crescendo e tecendo o meu Ser, no Sentido do meu Caminho.

Celebrar,
No passado, Presente e Futuro
Celebrar significa, desde logo, Honrar um Tempo fundacional, mas que é gerador de dinâmicas no Presente e no Futuro, mas esse tempo fundacional vem, ainda, de um Tempo Original, Primeiro, vem de Longe, na e à clara luz do Pensamento do Ser. Da Génese do que viria a ser a Universidade dos Açores, que é de todos e não é de ninguém. É do Ser e do Tempo.
Uma Grande Iniciativa, prévia à Universidade e à Autonomia, mas na senda da sua criação – foram as “Semanas de Estudo dos Açores”, de que não me irei ocupar, agora. O Professor Doutor José Enes e o Professor Doutor Gustavo de Fraga – de quem fui Aluno e Monitor, ainda durante o Curso, de cinco anos, – daí a legitimidade, reforçada, de testemunhar, no passado, no presente e no futuro, estarão no dinamismo da Universidade, em si, em geral, e na Universidade dos Açores, por terem sido, respetivamente, o seu Primeiro Reitor e Primeiro Vice-Reitor, – Os Primeiros são Luz, para Sempre – mas por terem sido Professores Universitários Ilustres e de Prestígio, Geniais, a quem vamos colher inspiração, força e sentido de Horizonte, presente na ação e na Ontologia e Fenomenologia, bem patentes no Lema, que abraçará gerações: SICUT AURORA SCIENTIA LUCET, tirado do livro, Bíblico, do Eclesiastes. Só com essa Sabedoria as Instituições de Educação, Ensino e Ciência fizeram, fazem e farão a Grande Diferença. É um Lema Inspirador, também de produção científica. E é de notar que nos anos recentes têm sido organizados colóquios e publicado vários livros sobre o “Pensamento e Obra” de José Enes e de Gustavo de Fraga, o que demonstra que as suas obras e escritos são minas, sempre por explorar, – em espírito atuante – onde encontramos pérolas e diamantes, que ajudam a dar luz e valor, também em aprendizagens e conhecimentos, em várias unidades curriculares/disciplinas, em vários cursos, de várias áreas e de vários níveis, licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Acima de tudo, para todos, numa educação ao longo da vida. Na conceção destes Professores, – e de todos os Verdadeiros Universitários, desde logo como Pessoas -, em teoria e prática, em testemunho, a Universidade é uma Comunidade, onde deve haver, sempre, o “Respeito pela Verdade”, na prática das Atitudes, de Autenticidade, o que implica a co-Responsabilidade de todos/as na prática do Bem e dos Valores, fundados nos Princípios da Verdade.
José Enes e Gustavo de Fraga escreveram duas Monumentais Teses de Doutoramento, que guardam plena atualidade e futuro.
Que Bela Metáfora: À Porta do Ser. Mas o título completo é este: À Porta do Ser. Ensaio Sobre a Justificação Noética do Juízo de Perceção Externa em S. Tomás de Aquino, que é o Autor do Hino, letra e música, do Santíssimo Sacramento, que nos eleva na maravilha das palavras, ao som dos passarinhos, em Cântico Gregoriano. Este Hino foi ouvido, pela Primeira vez, e Única Vez, até hoje, – tanto quanto sei – no antigo Anfiteatro C, da Universidade dos Açores, no dia 25 de fevereiro de 2014, – ano letivo de 2013/2014 -, Memórias vivas, e atuantes – foi tornado público o propósito, o Projeto, de se realizar – que poderiam partir de vários agentes, de quem se sentisse chamado – como se veio a constatar -, de modo a dinamizar seminários, conferências e colóquios sobre o “Pensamento, a Ação e Obra do Professor Doutor José Enes e do Professor Doutor Gustavo de Fraga”. (Jornal Diário dos Açores, 27 de fevereiro de 2014, p. 9) Como disse, na altura, naquele dia, a Ideia já estava lançada, já estava a germinar e a crescer, em força e vigor,- na fecundidade da Terra e na Ordem constituinte, Imparável, do Pensamento, em Educação e Cultura, que é originária metáfora do Campo, Campo de Cultura. Aliás, as sementes tinham sido lançadas à terra décadas antes, na Fundação da Universidade. Na Conferência de Abertura, que proferi, tive muito gosto em falar (de diversas formas) sobre um tema que formulei deste modo: “SICUT AURORA SCIENTIA LUCET: Uma leitura metafórica e hermenêutica do lema da Universidade dos Açores, à luz da Ontologia e da Fenomenologia: interpelações educacionais ao Pensamento de José Enes e de Gustavo de Fraga.”. Ideia Originária que foi aprofundada, em raiz e dimensões em vários tempos, que aqui se evoca, em Celebração na Verdade do Ser.
E no fundo profundo o que É o Ser, em José Enes?
Desde a Obra Monumental, À Porta do Ser, e em vários livros, de especialistas e estudiosos, têm sido retomadas as obras de José Enes e de Gustavo de Fraga.
Vários livros têm sido publicados, o que, só de si, mostra o que lancei, com humildade, mas sentido expectante, ciente do Momento, em Dinâmicas Prospetivas, em 2013/2024. A Luz é da Essência do Ser e do Conhecer. A Luz até paredes fura, na Ordem da Verdade.
No ano passado, de 2025, foi publicado o livro José Enes. Filósofo, Pedagogo e Mestre. Uma Homenagem, (agosto de 2025), da Autoria do Professor Doutor Onésimo Teotónio Almeida. Em José Enes o Ser é Deus. Essa profundidade, e horizonte, já está bem formulado em À Porta do Ser, todavia considero da maior importância hermenêutica a seguinte afirmação de Onésimo Teotónio Almeida:
“[…]Nessa longa entrevista que Miguel Real e eu fizemos a José Enes, em sua casa e já no final da sua vida, um de nós perguntou-lhe diretamente se, na sua metafísica, o Ser era Deus. José Enes respondeu sem titubear e enfaticamente que sim.” (Onésimo Teotónio Almeida, 2025, p. 81).
Em À Porta do Ser, escreve José Enes: “(…) o mundo consiste na vida temporal do Indivíduo e da sociedade, empenhados em viver na terra. O homem deste mundo é, por decisão ex-sistencial, terreno, e, pela decisão dos deuses que lhe ditam o fado, profano. A vivência cristã opôs-lhe a sacralidade do serviço e do reino de Deus,” (p. 493). Contra a alienação, mundanista, e secularista, inóspita, – com os perigos que que veem no Mundo -, temos de permanecer fiéis ao Ser e à Verdade, em Universidade e Universalidade, à Luz das Figuras e Obra dos Fundadores, em plena atualidade e futuro.
E porque “o Homem voltou as costas a Deus” (Bento XVI) é que o Mundo está, de novo, em encruzilhadas de perigos de altíssimos riscos. É Tempo de ler, a fundo, e projetar, a fecundidade da Obra de José Enes para entendermos, com Sabedoria e Sapiência, também a Política e as Relações Internacionais e Estratégia. Só com Educação, Filosofia e Teologia, podemos compreender melhor as várias áreas do Saber e os Campos, infinitos, da Ação Humana. É preciso regressar, também, a Fidelidade e Alienação, da Autoria de Gustavo de Fraga. Nos livros de José Enes e Gustavo de Fraga é evidente, à Luz do Ser e do Conhecer, que uma Universidade só o é em “Respeito à Verdade”, em que todos têm de dar o Exemplo a todos.
Muito Obrigado, Insignes Professores, José Enes e Gustavo de Fraga, pelo muito, e muito, e muito que nos ensinaram, e continuam a ensinar através do Testemunho, pela Palavra e o pelo Exemplo. Quem os conheceu, em proximidade, como foi o meu caso, tem a Responsabilidade, tremenda e inadiável, de ler, escrever e publicar. Ainda, e sempre, a Palavra Verdadeira é a Culminância da Ação, em “Oração de Sapiência”. É preciso regressar – que é projetar – à sacralidade da Palavra e, assim, à Humanidade, concreta, da Pessoa Humana.
(Continua)

* Doutorado e Agregado em Educação, Especialidade de Filosofia da Educação
Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Emanuel Oliveira Medeiros*
Professor Universitário

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