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Peixe do meu quintal

Banalidades presidenciais

São muitos os simpatizantes do PSD que dizem não ir votar em Marques Mendes. Rejeitam o candidato que “… nunca deveria ser candidato à presidência da República…”.
Esta rejeição é sobretudo marcada por uma desconfiança de que Marques Mendes representa “o Portugal da pequenez” – expressão usada por vários sociais-democratas.
Sendo membro do Conselho de Estado, não quis abdicar desse cargo durante a campanha eleitoral para a presidência. Uma enorme falta de bom-senso que só demonstra o quão apegados estão aos cargos, que por nada os largam. Além de que o conselheiro de Estado tem direito a informação privilegiada, eticamente desvantajoso para os outros candidatos.
A presidência da República é a única eleição sem quaisquer listas pré-preparadas pelos partidos. É uma eleição direta do Povo para Belém. Não há as interferências de controlo dos joguinhos partidários sujos. O cargo não pode ser visto como uma trivialidade ou capricho de alguns, que olham para Belém como o oásis no deserto das suas carreiras.
Quanto a António José Seguro, o PS rejeitou-o e Seguro afastou-se por uns tempos, à espera da oportunidade de vingança. Esta surgiu agora e, ironicamente o PS não tem outro da sua cor política. Oficialmente diz apoiar Seguro, mas, tal como o PSD, tem nas suas fileiras muita gente que não votará em Seguro, apesar dos sorrisos amarelos…
Por outro lado, assistimos à chuva torrencial de sondagens, que tentam confundir e influenciar o eleitor. Hoje lidera este, amanhã lidera o outro. As redações das cadeias de informação são assaltadas por amigos da onça partidária para publicarem os seus candidatos ou dar-lhes maior atenção.
Algumas das afirmações aqui escritas podem ser politicamente erradas de dizer ou escrever, mas são objetivamente verdadeiras e fatuais. Simplesmente a hipocrisia evita de constatar o óbvio.
Nesta eleição, há candidatos que concorrem para o currículo, sabendo de antemão que não passam da primeira volta; Há os que tomam a oportunidade para ajustar contas com o partido que, a contragosto, lá o apoia; Os de ambição desmedida, tendo perdido a noção da sua própria estatura física para o cargo; Há os românticos do liberalismo; Os bolchevistas, saudosistas do PREC; Os ditadores camuflados; Mas há, felizmente, quem represente a disciplina, a transparência, a isenção partidária, a imunidade aos favores e conluios partidários. Há uma pessoa que reúne as condições dignas da incorruptibilidade que lhe foi reconhecida pela Nação, que o condecorou com as mais altas insígnias do país dadas pelo atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Há esse candidato que está à altura da dignidade do cargo. Há esse candidato que tem presença, carisma e é alto representante moderno da marinhagem de quinhentos. Do país que dominou no Mar e pelo Mar, com o profundo conhecimento de quem sempre comandou a responsabilidade.
Um candidato que não é opaco, não é obscuro, nem é mestre nas inverdades. Pode não ter a “lábia” dos outros, mas por isso mesmo não sabe vender frigoríficos aos esquimós do Pólo Norte… Não tem a argumentação engenhosa e hipócrita, nem a mentira entre os dentes. Tem uma retórica transparente, sem ser eloquentemente vazio.
Além da sua estatura física, condigna para o cargo que representa toda a Nação!
Se a nação quiser… Habemus Papam.
José Soares

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