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Saio de 2025 com as mesmas 3 embirrações de 2022 por resolver

A primeira embirração, de profunda estima indesejada, afeta o meu bem-estar social, psíquico, anímico, físico, e vai contra os condutores (especialmente, mas não exclusivamente, turistas em carros de aluguer) que ainda não aprenderam a circular em rotundas. Na primeira faixa tem de se sair logo para a direita e não forçar a entrada para a saída seguinte. Pintem setas no pavimento, sinalização vertical (nem fica muito caro e a segurança na estrada agradece), façam ilhas de betão na faixa para eles não prosseguirem, entreguem panfletos multilingues aos turistas, metam PSP e GNR umas semanas a educar, depois a multar e garanto que um dia até perco essa embirração, contra todos os que se metem à frente e obrigam a travar para entrarem na minha faixa de rodagem em rotundas.

A segunda embirração respeita aos deficientes (meramente visuais ou mentais) que não sabem ler este sinal por dislexia, ignorância ou mera burrice e falta de consideração e estacionam para ficarem mais perto da entrada / saída do supermercado, da farmácia, hospital, departamento do governo, etc. Quando uma pessoa que utiliza esse dístico quer estacionar, encontra os lugares ocupados por esses deficientes (que, assinale-se não têm direito a dístico!). Nunca há seguranças, nem PSP, nem GNR nem Polícia Municipal, nem reboques, a jeito para mandar retirar as viaturas em contraordenação. É a impunidade e o desrespeito total. A falta de respeito e de civismo dos que não têm direito a esse dístico tem de ser punida.
Nunca me esqueço (com imensa saudade pelo cumprimento da lei) de que em Melbourne 1994, a minha companheira estacionou num desses lugares, “só por um minuto” (cheia de pressa numa compra de sábado, a minutos do híper fechar)”. “Um minuto” depois, ao regressar, no para-brisas, a notificação de menos 4 pontos na carta de condução e coima de 200 dólares… Se cá fizessem o mesmo, até eu perdia essa embirração… Gostava de pedir encarecidamente (mais uma vez) à Administração do HDES que plante mais lugares para deficientes pois os existentes são manifestamente insuficientes, em especial para doentes da oncologia com dificuldades de mobilidade.… é um tormento para quem tem tratamentos (diários ou regulares), quando arranjar lugar é tarefa impossível, quase como ganhar o Euromilhões… (nem todos se fazem transportar nas ambulâncias de transporte não-urgente de doentes e os transportes coletivos fora da cidade ainda funcionam com horários do tempo dos Flintstones).
A terceira embirração roça a utopia, pela minha absoluta incapacidade de aceitar (na maior parte dos casos) as penas suspensas oferecidas a políticos, pedófilos, abusadores (de violência doméstica, por exemplo) e demais criminosos. Aceito que em algumas (poucas) circunstâncias, a atenuante de ser infrator pela primeira vez (em crimes menores) a possa justificar como medida excecional mas em casos de políticos, pedófilos, abusadores (de companheiros, companheiras, filhos, pais, etc.,) nunca deveria ser aplicada. As penas suspensas e a obrigatoriedade de apresentação em posto policial (para pessoas sem morada certa, por exemplo) são insulto aos normais cumpridores das leis. Não foi há muito que um alegado terrorista islâmico (libertado por juiz português com obrigatoriedade de apresentação na esquadra portuguesa) cometeu as maiores atrocidades em França antes de ser abatido a tiro. Não sei nem me interessa qual a desculpa do juiz luso mas devia ser corresponsabilizado pelo ataque terrorista, como responsável acessório de crime. O melhor é não falar de justiça que prende, acusa, divulga segredos de justiça na TV e passados dez anos ou mais, ainda ninguém foi julgado ou condenado (Sócrates? Nem era nele que estava a pensar).
São estas embirrações, que me perseguem e para as quais me sinto impotente, no dealbar de 2026, num mundo com problemas bem maiores de guerras, fome, pobreza, desigualdades, escravaturas várias, escassez de água potável, e injustiças globais, pois assim se resumem os males da humanidade baseados em três princípios: a inveja, ganância e corrupção, embora aqui no cantinho do Atlântico ainda tenhamos sido poupados a muitas.

Chrys Chrystello*
*Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713
MEEA-AJA (IFJ)

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