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Défice comercial dos Açores cai para 36,2 milhões após recuo de 19,4% nas importações

As exportações de bens com origem na Região Autónoma dos Açores (RAA) totalizaram 178 859 691 euros entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 22,4% face ao período homólogo (146 130 013 euros), segundo dados disponibilizados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), sobre comércio internacional de bens.
Este é o valor mais elevado da série para os primeiros 11 meses do ano, registado no intervalo 2005–2025.
No mesmo período, as importações fixaram-se em 215 107 985 euros, menos 19,4% do que entre janeiro e novembro de 2024 (267 023 240 euros). O saldo da balança comercial manteve-se negativo, mas com um défice substancialmente menor: 36 248 294 euros, contra 120 893 227 euros no ano anterior, uma redução do défice em 84 644 933 euros.
A evolução é marcada por dinâmicas distintas entre trocas com o espaço comunitário e com países terceiros. No comércio intracomunitário (transações com Estados-membros da União Europeia (UE)), as exportações subiram para 145 970 391 euros (+30,2%) e as importações desceram para 134 493 898 euros (-37,0%), gerando um saldo positivo de 11 476 493 euros. Já no comércio extracomunitário (transações com países fora da União Europeia), as exportações recuaram para 32 889 300 euros (-3,3%), enquanto as importações aumentaram para 80 614 087 euros (+50,4%), agravando o défice desse segmento para 47 724 787 euros. No total, o espaço comunitário concentrou 81,6% das exportações e 62,5% das importações açorianas no período em análise.
Por tipo de bem, de acordo com a Classificação Estatística dos Produtos por Actividades (CPA 2002), as indústrias transformadoras dominaram os fluxos: 149 684 645 euros exportados (83,7% do total) e 190 999 955 euros importados (88,8%). Nas exportações, destacaram-se os produtos das indústrias alimentares, bebidas e tabaco (84 725 893 euros, 47,4%), seguidos do equipamento elétrico e de ótica (31 193 073 euros, 17,4%) e dos produtos químicos e fibras sintéticas ou artificiais (23 731 977 euros, 13,3%), a par dos produtos da pesca e da aquacultura (27 933 037 euros, 15,6%). Do lado das importações, os produtos alimentares, bebidas e tabaco voltaram a liderar (95 454 931 euros, 44,4%), seguidos do material de transporte (33 400 085 euros, 15,5%) e de máquinas e equipamento (19 011 840 euros, 8,8%), com os bens agrícolas a representarem 23 005 742 euros (10,7%).
Em termos mensais, o pico das exportações ocorreu em julho (20 073 351 euros), enquanto as importações atingiram o máximo em maio (42 317 467 euros). Em novembro, último mês disponível na série de 2025, registaram-se 15 069 418 euros de exportações e 12 730 333 euros de importações.

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