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Vacinação contra a gripe desce nos Açores com menos 277 doses administradas

A vacinação sazonal contra a gripe na Região Autónoma dos Açores (RAA) está, até ao momento, em linha com o ritmo do ano passado, mas com ligeiro recuo em grupos prioritários. Entre as semanas 39 e 52 de 2025, foram administradas 30.284 vacinas contra a gripe na RAA, menos 277 do que no período homólogo da época 2024/2025, quando se contabilizaram 30.561 administrações, segundo resposta do Governo Regional a um requerimento do Grupo Parlamentar do Partido Socialista.
Na mesma resposta escrita, datada de 9 de janeiro de 2026, o executivo regional reconhece um “diferencial de 2 pontos percentuais” na cobertura vacinal da população com idade igual ou superior a 60 anos, que passa de 45% na época 2024/2025 para 43% na presente época, no intervalo analisado.
A quebra repete-se noutros escalões mais velhos: nas pessoas com 65 ou mais anos, a cobertura indicada é de 50%, face a 52% no ano anterior; e no grupo dos 80 ou mais anos, a cobertura situa-se em 56%, comparativamente a 58% em 2024/2025.
O Governo Regional aponta várias medidas para acelerar a adesão, incluindo a publicação de circulares com regras e logística da campanha, o agendamento e convocatória pelas Unidades de Saúde de Ilha (USI) e, quando possível, o regime de “Casa Aberta”. Refere ainda estratégias locais para garantir equidade na vacinação de pessoas acamadas, com mobilidade reduzida ou em situação de sem-abrigo, através da deslocação das equipas aos locais e instituições.
Em paralelo, a Direção Regional da Saúde promove ações de sensibilização, tendo sido criada para 2025/2026 a campanha “Vacinar-se é fácil”, divulgada em páginas institucionais e redes sociais oficiais.
A resposta surge no contexto de um pedido de esclarecimentos do Partido Socialista sobre a preparação do Serviço Regional de Saúde perante o aumento da atividade gripal. O Governo refere que, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Instituto Público (INSA, I. P.), no continente os casos surgiram três a quatro semanas mais cedo do que nos dois anos anteriores, enquanto nos Açores existe habitualmente um desfasamento, sendo “expectável” que o pico ocorra “nas próximas semanas”.

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