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15 anos da Associação de Juventude Viola da Terra com balanço muito positivo

A Associação de Juventude Viola da Terra, fundada a 20 de Dezembro de 2010, na Ribeira Quente, faz “um balanço muito positivo dos seus 15 anos de actividade, com especial destaque para a valorização e dinamismo actual da Viola da Terra e um reconhecimento e interesse muito maior dos Açorianos sobre o instrumento”, lê-se em nota enviada.
A Associação formou-se “tendo como objecto social a Promoção de cursos de ensino musical de instrumentos de cordas para jovens e população em geral; organização de espectáculos como apresentação do trabalho desenvolvido nestes cursos; organização de encontros de escolas de instrumentos tradicionais; organização de encontros de grupos de música tradicional regional, nacional e internacional; recolhas sonoras e visuais da execução da Viola da Terra na Região Autónoma do Açores; edição de CD’S, DVD’s, livros, sobre a Viola da Terra e que sejam relevantes para a sua perpetuação; apoio dos grupos folclóricos da Ilha de S. Miguel na formação de músicos de Viola da Terra e integração do grupo “Violas da Ribeira Quente” nesta Associação”.
Decorridos 15 anos desde o início da actividade a Associação “tem cumprido com o seu objecto social proposto e sido o motor que tem impulsionado dinâmicas ligadas à Viola da Terra, nas mais variadas áreas, com especial incidência na Ilha de São Miguel, mas com uma abrangência a todo o Arquipélago e não só, ultrapassando em larga escala as expectativas e objectivos inerentes à sua criação”, refere a nota.
A entidade destaca algumas das suas principais iniciativas, “praticamente todas inéditas, como “Conversas à Viola” a primeira actividade promovida pela Associação, que permitiu um mapeamento inicial de Tocadores de Viola da Terra na Ilha de São Miguel, inexistente até então. O “Encontro de Violas Açorianas” veio alargar esse mapeamento a quase todas as Ilhas do Arquipélago. Já o Festival “Violas do Atlântico”, nas suas 15 edições, promoveu diálogos inéditos da Viola da Terra com as várias Violas de Arame Portuguesas, Viola Caipira do Brasil e outros cordofones de uso popular no nosso País”.
A “Orquestra de Violas da Terra da Ilha de São Miguel” ocorre como fruto desse mapeamento de Tocadores na Ilha e o diálogo que passou a existir entre Escolas de Violas, Grupos Folclóricos e outras entidades e tocadores, sendo “o maior evento promovido pela Associação e de uma relação pessoal e intergeracional de enorme relevo e impacto na realidade musical de todos os participantes”.
Como edições o destaque “iria para o álbum “Duas Violas, Uma Tradição”, em parceria com a Sons do Terreiro – Associação Cultural, mas também com panfleto informativo sobre a Viola da Terra, exposição itinerante de fotografias “Violas dos Açores” e a criação de material didático diversificado para actividades junto das nossas Escolas”.
Em 2025, “o especial destaque foram “workshops” em todos os Concelhos da Ilha de São Miguel, que são de enorme importância e necessidade de todos os que desejam consolidar aprendizagens com o instrumento”, afirma.
A Associação de Juventude Viola da Terra tem como principais parceiros institucionais a Associação MiratecArts e a Sons do Terreiro – Associação Cultural, bem como o Governo dos Açores, através das candidaturas aos programas de apoio em vigor. No entanto, só tem conseguido concretizar uma programação anual com inúmeros e diversificados eventos pelo “bom relacionamento com Autarquias, Grupos Folclóricos, Escolas de Violas, Entidades e Associações diversas, com especial relevo para os tocadores e entusiastas da Viola da Terra, que são os primeiros a aceitar e apoiar quaisquer iniciativas e desafios”, declara.
“Como maior conquista ao longo destes 15 anos, mais do que as dezenas de eventos produzidos e com centenas de participantes, o responsável pela Associação de Juventude Viola da Terra destaca a introdução do diálogo entre tocadores, construtores e entidades, a criação de pontes de relacionamento até então inexistentes e o surgimento de uma rede de comunicação e colaboração que potenciaram uma mudança na forma de se ver, respeitar e valorizar a Viola da Terra, aquele que é o principal instrumento da Cultura Açoriana: pilares para a concretização e oficialização do “Dia da Viola da Terra” nos Açores e Comunidades Açorianas”, finaliza a nota.

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