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Vendas de cimento sobem 1,18% nos Açores em 2025, com queda das importações do continente

A venda de cimento na Região Autónoma dos Açores totalizou 138 554,040 toneladas em 2025, acima das 136 944,325 toneladas registadas em 2024, traduzindo-se num acréscimo de 1 609,715 toneladas (+1,18%), segundo os mapas estatísticos divulgados ontem pelo Serviço Regional de estatística dos Açores (SREA).
A variação anual foi acompanhada por uma alteração na composição da oferta: as vendas de cimento de origem local aumentaram para 127 382,120 toneladas (+3 395,295 toneladas; +2,74%), enquanto as vendas de cimento por importação do continente recuaram para 11 171,920 toneladas (−1 785,580 toneladas; −13,78%).
Em termos relativos, a quota das importações no total vendido desceu de 9,46% em 2024 para 8,06% em 2025.
A leitura por ilha mostra que o crescimento global não foi homogéneo. São Miguel, que continua a concentrar a maior fatia do consumo, caiu de 81 592,105 para 75 573,240 toneladas (6 018,865; −7,38%) e representou 54,5% do total vendido em 2025.
Em sentido inverso, a Terceira subiu de 23 134,020 para 26 929,400 toneladas (+3 795,380; +16,41%), correspondendo a 19,4% do total regional. Destacam-se ainda as subidas em São Jorge (+54,08%, para 7 770,000 toneladas), Faial (+27,50%, para 8 516,200 toneladas) e Flores (+39,35%, para 1 859,200 toneladas).
As quebras mais expressivas, além de São Miguel, ocorreram em Santa Maria (−21,94%, para 5 518,800 toneladas) e no Corvo (−20,48%, para 184,800 toneladas).
Do ponto de vista da origem do cimento vendido, 2025 ficou marcado por uma concentração ainda maior das importações em poucas geografias. A Terceira absorveu 11 026,320 toneladas de importação do continente, o que equivale a 98,7% do total importado no arquipélago; o Faial recebeu 145,600 toneladas (1,3%). Nas restantes ilhas, as vendas foram integralmente classificadas como de origem local. Em 2024, a importação tinha uma presença mais disseminada (embora já muito centrada na Terceira), incluindo volumes residuais em ilhas como São Jorge, Pico e Graciosa.
Ao longo do ano, o pico de vendas ocorreu em Julho, com 14 737,255 toneladas, enquanto o valor mais baixo foi observado em Agosto, com 10 173,390 toneladas, num perfil mensal que sugere maior procura no período de verão e início do outono.

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