A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) apresentou pré-aviso de greve para o dia 28 de fevereiro de 2026, abrangendo todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
A paralisação envolve todos os trabalhadores e trabalhadoras dos setores da agricultura, alimentação, bebidas, hotelaria, turismo, restauração, pastelaria, catering, hospitalização privada, ensino particular, instituições de solidariedade social, parques de campismo e outros serviços representados pela FESAHT.
Entre as principais reivindicações estão o aumento geral dos salários e das pensões, a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais sem perda de remuneração, 25 dias úteis de férias, o fim da precariedade e a revogação das normas laborais consideradas penosas. A federação exige ainda o desbloqueamento da contratação coletiva e a retirada do pacote laboral proposto pelo Governo.
Em reação ao anúncio, fonte oficial do Ministério do Trabalho afirmou que o Governo “respeita o direito à greve, mas apela ao diálogo entre as partes” e sublinha que o Executivo “mantém-se disponível para negociar soluções que garantam equilíbrio entre a valorização dos trabalhadores e a sustentabilidade das empresas”.
Durante a greve serão assegurados serviços mínimos, nomeadamente refeições geriátricas para doentes acamados e lavandarias hospitalares, de acordo com os contratos coletivos celebrados com as associações setoriais. A FESAHT garante que a segurança dos equipamentos e bens será assegurada pelos piquetes de greve.