As rendas das casas em Portugal desceram 1,9% em janeiro face ao mesmo mês do ano anterior, num contexto de elevada procura, o que sugere que houve um crescimento da oferta de casas para arrendar no último ano, tendo em conta a lei da oferta e da procura.
De acordo com o índice de preços do idealista, arrendar casa passou a ter o custo mediano de 16,1 euros por metro quadrado (euros/m2) no final de janeiro, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2 registado em outubro de 2025. Esta tendência de descida das rendas das casas tem-se vindo a observar nos últimos três meses, com a variação trimestral a situar-se em -5,3%.
Embora se tenha sentido uma ligeira correcção do custo do arrendamento a nível nacional, a verdade é que em 11 grandes cidades sentiram-se crescimentos nas rendas, como é o caso de Ponta Delgada. Em concreto, as maiores subidas anuais das rendas das casas foram registadas em Setúbal (11,9%), Leiria (11,3%) e Viana do Castelo (11,1%), incluindo-se neste lote Faro (9,7%), Ponta Delgada (9,7%), Coimbra (9,3%), Santarém (7,1%), Viseu (6,3%), Braga (2%), Funchal (1,3%) e Aveiro (0,6%), mostram os dados do idealista.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros/m2, seguida do Porto (16,7 euros/m2) e do Funchal (16 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,8 euros/m2), Setúbal (13,9 euros/m2), Coimbra (12,3 euros/m2), Aveiro (11,4 euros/m2) e Ponta Delgada (11,1 euros/m2).
No segmento intermédio de preços das casas para arrendar estão Braga (10,1 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Santarém (9,5 euros/m2) e Leiria (8,9 euros/m2). As capitais de distrito mais económicas continuam a ser Viseu (7,8 euros/m2) e Castelo Branco (6,7 euros/m2).
A maior subida anual das rendas das casas registou-se em Bragança (19,5%), seguida de Beja (12,6%), Coimbra (11,1%), Évora (9,5%) e da ilha de São Miguel (9,5%). Registaram-se ainda aumentos em Castelo Branco (8,9%), Viseu (6,5%), Braga (6%), Setúbal (5,5%), Aveiro (4,6%), Leiria (4,5%), Vila Real (2,5%) e na ilha da Madeira (1%).
Em sentido contrário, as maiores descidas anuais do custo de arrendar casa observaram-se na Guarda (-14,3%), no Porto (-4,7%), em Faro (-3,3%) e em Portalegre (-3,2%), indica o idealista.
Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caras para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros/m2, seguida da ilha da Madeira (15,8 euros/m2) e do Porto (15 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,7 euros/m2) e Setúbal (14,3 euros/m2).
Com valores das rendas acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Évora (12 euros/m2), Coimbra (11,3 euros/m2), a ilha de São Miguel (11,3 euros/m2), Beja (10,8 euros/m2), Braga (10,3 euros/m2) e Aveiro (10,1 euros/m2). No segmento intermédio surgem Leiria (9,8 euros/m2), Viana do Castelo (9,3 euros/m2), Santarém (8,2 euros/m2), Castelo Branco (8 euros/m2) e Vila Real (8 euros/m2).
Os distritos mais económicos para arrendar uma habitação continuam a ser Viseu (7,6 euros/m2), Bragança (6,7 euros/m2), Portalegre (6,6 euros/m2) e a Guarda (6,2 euros/m2).
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em quatro das sete regiões portuguesas analisadas, desceram em duas e mantiveram-se relativamente estáveis na Área Metropolitana de Lisboa (-0,3%).
Revela o idealista que as maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se no Centro (6,4%), seguido da Região Autónoma dos Açores (3,2%) e do Alentejo (3,1%). A Região Autónoma da Madeira apresentou um aumento mais moderado (0,8%). Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Norte (-5,3%) e no Algarve (-3,3%).
De acordo com a mesma fonte, a Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,4 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (15,8 euros/m2) e o Algarve (14,7 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (13,7 euros/m2) e o Alentejo (11 euros/m2). As regiões mais acessíveis para arrendar uma habitação continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,3 euros/m2) e o Centro (9,9 euros/m2).