Edit Template

Os nossos 156 anos

São os nossos 156 anos, porque o Diário dos Açores é nosso. Faz a ponte informativa entre o que se passa à nossa volta e informa-nos, com o cuidado da transparência, a ética do tratamento da informação, a verdade possível e próxima, a opinião livre e individual, direta, objetiva. E não perde neurónios com a idade – pelo contrário – ganha qualidade, experiência, virtude e confiabilidade entre todos que o leem.
À sua frente, tem tido a equipa de coragem, sob a batuta da família Natalino Viveiros, com luta constante contra todas as crises que atravessam a imprensa de todo o Globo, principalmente as imprensas insulares, onde as intempéries são constantes, económico-financeiras ou de toda a espécie de logística, ou a constante necessidade de publicidade – alimentação fundamental de toda a máquina editorial, ou a sensibilidade no conteúdo que num meio pequeno como as Ilhas, não deixa de ser melindrosa e de difícil equilíbrio. Como em todas as vontades, só uma coisa conta: Resiliência.
O Diário dos Açores tenta continuar na senda empirista da fertilidade jornalística das Ilhas dos Açores, desde sempre. E nesta mesma empresa, a administração conduz alguns dos títulos mais emblemáticos da área jornalística do todo nacional e até europeu.
O Diário dos Açores é já um ícone da imprensa europeia, juntando-se a outros como o igualmente nosso Açoriano Oriental.
Desde o século XVII, o hábito de ler jornais acompanha a trajetória da humanidade. De todos os periódicos ainda em circulação, destaca-se um nome pouco familiar para nós, mas com enorme relevância histórica: o Gazzetta di Mantova. Este jornal italiano é reconhecido como o mais antigo do mundo ainda impresso, com a sua primeira edição datando de 1664.A presença contínua e a elaboração de conteúdos jornalísticos desde 1664 colocam o Gazzetta di Mantova numa posição única no cenário internacional. Outros periódicos históricos eventualmente cessaram as suas publicações ou mudaram completamente o formato. O segredo da longevidade deste veículo, de acordo com registos, está na capacidade de preservar a identidade local e adaptar-se sem perder a sua tradição impressa.
Malgrado todas as vicissitudes de uma imprensa cuja insularidade oceânica é imensa, isolada e muitas vezes olvidada, os jornais nas Ilhas dos Açores continuam a ser alvo de estudos no campo das artes literárias. Como se consegue tamanha resistência na feitura de vários jornais por períodos seculares, em Ilhas cuja população total não atinge o quarto de milhão?
Desde que comecei a apaixonar-me pelo jornalismo na década de 1960,escrevi panfletos, boletins e toda uma variedade de pequenas publicações. Essa paixão veio a concretizar-se no primeiro trabalho a sério, a 01 de março de 1970 no Correio dos Açores. Nessa altura já eram títulos respeitáveis por entre os cabeçalhos existentes. Exatamente 100 anos antes, a 05 de fevereiro de 1870, Manuel Augusto Tavares de Resende (1849-1892) fundava o Diário dos Açores.
Não sei por quanto tempo essa resiliência vai ainda resistir, mas uma coisa estou certo.
Os Açores precisam continuar nesta alimentação literária. É responsabilidade de todos e cada um de nós, Açorianos, mantê-la, acarinhá-la, suportá-la. Este é um dos nossos bebés de letras. Um dos nossos filhos mais queridos.

José Soares

Edit Template
Notícias Recentes
Festival Lagoa Bom Porto arranca amanhã no Porto dos Carneiros
Açores têm 439 pessoas em situação de sem-abrigo e Governo prevê oito residências de transição nos Arrifes
Mutualista Açoreana reorganiza frota e aposta em ligações semanais ao arquipélago
José Manuel Bolieiro reafirma prioridade à saúde com reforço tecnológico no Hospital da Horta
Bensaude Hotels distinguida com Menção Honrosa na categoria de stand mais sustentável na BTL
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores