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PDLPT quer a autarquia mais eficiente na promoção da economia local

O Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT) considera que a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem falhado no seu papel enquanto agente ativo do desenvolvimento económico do concelho, mantendo práticas que criam obstáculos ao investimento, à criação de emprego e ao crescimento das empresas locais.
De acordo com um comunicado do PDLPT, no âmbito da tomada de posse no Conselho Municipal de Economia, a deputada municipal do PDLPT, Élia Borges, criticou a ausência de uma estratégia municipal clara e eficaz para a economia, defendendo que a autarquia deve utilizar, de forma responsável e proativa, os instrumentos municipais ao seu dispor para dinamizar o tecido empresarial. Nesse sentido, sublinhou que o Município deve privilegiar, sempre que a lei o permita, a contratação de bens e serviços junto de empresas sediadas em Ponta Delgada, em vez de desperdiçar oportunidades de reforço da economia local.
À saída da reunião, Élia Borges, citada no comunicado, afirmou que “a segunda revisão do Plano Diretor Municipal se arrasta há mais de quatro anos, criando um clima de profunda incerteza para investidores, bloqueando projetos e agravando a crise habitacional no concelho”. Acrescentou ainda que a lentidão dos licenciamentos camarários constitui um entrave sério à iniciativa privada, penalizando quem quer investir e criar emprego em Ponta Delgada.
Na ocasião, o PDLPT denunciou igualmente “o abandono continuado da zona comercial dos Valados e do Azores Parque, sublinhando que a inação da autarquia tem consequências diretas na degradação destes espaços, prejudicando as empresas já instaladas e afastando novas iniciativas empresariais”.
O Movimento alertou também para o que entende como o” impacto negativo de uma política de mobilidade desajustada da realidade dos cidadãos e defende que o investimento de 5,3 milhões de euros associado à Capital Portuguesa da Cultura não pode esgotar-se numa lógica de eventos pontuais e de curto prazo, exigindo que este se traduza num verdadeiro legado económico para o concelho, com efeitos concretos na criação de emprego, especialmente no setor artístico e cultural”.

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