Edit Template

Pintura e poesia em diálogo no Casino Azores

A exposição “O Mar que separa também une: Pintura, Poesia, um só Horizonte”, que reune 41 obras, entre pinturas e instalações, dos artistas visuais César Martiniano, David Reis Pinto, Francisca Coutinho, Ivo Baptista, Sara Rocha Pinto, Sofia Pessoa Jorge, vai estar patentes ao público de 31 de janeiro a 22 de maio no Casino Azores
“O Mar que separa também une: Pintura, Poesia, um só Horizonte” propõe um diálogo poético-pictórico entre artistas visuais e poetas de dois territórios profundamente interligados pela cultura e pelo mar: os Açores e o continente. Mais do que um espaço físico, o mar afirma-se aqui como lugar simbólico de circulação, memória e aproximação.
As obras nascem de um exercício de escuta e tradução recíproca: artistas do continente interpretam versos de Natália Correia, Antero de Quental e Álamo Oliveira, enquanto artistas açorianos respondem a poemas de Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa e Herberto Helder, convertendo a palavra poética em imagem, matéria e ritmo visual.
Os poemas escolhidos abordam temas centrais: o mar, enquanto força de união e vastidão; a mulher, como presença inspiradora e potência poética; e o amor, expressão de encontro e energia vital que atravessa a palavra e o gesto artístico. São eixos que revelam afinidades sensíveis e constroem pontes entre vozes, geografias e linguagens, mostrando aquilo que une, transforma e transcende.
Entre cores, gestos, texturas e versos, esta exposição afirma-se como um território de escuta ativa, onde a pintura não ilustra a palavra, antes a prolonga, a tensiona e, por vezes, a contradiz. Como escreveu Paul Klee, “a arte não reproduz o visível, torna visível” — e é precisamente nesse espaço de revelação que estas obras se inscrevem, transformando o poema em matéria sensível e o verso em campo pictórico.
Neste cruzamento entre linguagens, a geografia perde rigidez e transforma-se em relação. Açores e Continente deixam de ser margens opostas para se tornarem campos de ressonância, unidos por memórias, afetos e inquietações comuns.
Com curadoria de Ana Cristina Baptista, a exposição convida o visitante a explorar esta leitura cruzada entre poesia e pintura que desenham um horizonte comum, onde a palavra encontra forma e a imagem encontra voz.

Sobre a Romanti Cultura

A marca Romanti Cultura surge como uma extensão da empresa Romanti Casino Azores, Jogo e Animação Turística, SA na prossecução da sua missão de desenvolvimento sustentável de projectos na área do entretenimento e da cultura, respeitando a envolvente socio-económica e oferecendo valor aos seus clientes, colaboradores, fornecedores, parceiros e comunidade em geral.
Reconhecendo a importância de criar experiências culturais acessíveis e envolventes, a empresa assume o papel de facilitador, tendo criado a marca Romanti Cultura para através desta promover iniciativas culturais que realcem o valor da arte e das expressões criativas na vida da comunidade.
Com exposições, performances, workshops e outras atividades ao longo do ano, o projecto Pontes Culturais, da Romanti Cultura, é uma plataforma para o diálogo com que pretende envolver e inspirar o público, incentivando à sua participação activa na vida cultural da Região..

Edit Template
Notícias Recentes
Revisão das regras da tourada à corda aguarda conclusões do grupo de trabalho
Cabeços de amarração da Madalena passaram de 50 para 40 toneladas por desgaste
Actividade económica dos Açores abranda em Abril mas mantém variação positiva de 0,6%
Açores têm melhor qualidade ambiental do país mas ficam abaixo da média no desenvolvimento regional
SEDES Açores promove conferência a 19 de Junho com a Comissária Europeia Maria Luís Albuquerque
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores