Edit Template

Deputados do PSD/Açores rompem disciplina de voto e apoiam mudanças no Subsídio Social de Mobilidade

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República divergiram da orientação global de voto da bancada social-democrata, tendo votado a favor das iniciativas legislativas que visam alterar as regras do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) no sentido de não ser exigida a ausência de dívidas ao Estado no acesso ao SSM.
“Votámos a favor dos Açores e dos açorianos, sendo para nós uma questão de princípio. Jamais poderíamos votar contra propostas concretas e justas que defendem os Açores, como aliás sempre dissemos que faríamos, ao contrário de outros que sempre puseram as vontades dos seus partidos acima dos interesses dos açorianos”, afirmou o deputado Paulo Moniz, numa declaração de voto escrita entregue à Mesa no final das votações.
Os parlamentares açorianos do PSD votaram igualmente a favor da proposta que determina que o teto global de 600 euros “passe a englobar os dois sentidos da viagem”, bem como da iniciativa para que o SSM passe a ser designado por ‘Tarifa Residente Insular’.
“Votámos a favor assumindo uma posição divergente do nosso grupo parlamentar, por entendermos que o SSM é um incentivo à mobilidade e à coesão social e territorial, à semelhança do que sucede com outros meios de transporte no continente. O SSM não é um apoio assistencialista”, afirmou o deputado açoriano.
Segundo Paulo Moniz, o SSM “é um mecanismo de incentivo à mobilidade universal para os residentes nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, que não implica fazer uma candidatura”.
“Trata-se de um direito universal para todos os residentes. Não podemos aceitar regras que ponham açorianos e madeirenses em desigualdade face aos portugueses residentes no continente, pois estes não são questionados sobre a sua situação fiscal e contributiva ao acederem a bilhetes e passes sociais”, salientou.
Na declaração de voto dos deputados açorianos do PSD (Paulo Moniz, Francisco Pimentel e Nuna Menezes) é referido que “o SSM assenta no mesmo princípio dos apoios do Estado à mobilidade através da CP – Comboios de Portugal, da Carris ou do Metro, bem como nas ligações aéreas entre Bragança‚ Vila Real‚ Viseu‚ Cascais e Portimão”.
Paulo Moniz acrescentou que, com o Governo da República da AD-Aliança Democrática, já foram “registados avanços positivos no SSM, como a criação de uma plataforma digital, a agilização nos reembolsos, o fim das filas intermináveis nos CTT e a diminuição do preço das tarifas”.
“Reconhecemos estes avanços positivos, mas tal não nos inibe de ser contra outras alterações efetuadas, nomeadamente a obrigatoriedade da ausência de dívidas do passageiro à Autoridade Tributária e Aduaneira e à Segurança Social e a imposição de um limite de 300 euros ao SSM nas ligações ‘one-way’”.

Paulo Moniz também adiantou que “o grande objetivo final é encontrar um mecanismo cuidado e favorável, tanto para o Estado como para as companhias aéreas, idêntico à Tarifa Açores, em que o passageiro apenas tenha de pagar a sua parte e deixe de se preocupar com reembolsos”.
Os deputados açorianos do PSD votaram assim a favor das propostas de lei oriundas das Assembleias Legislativas dos Açores e da Madeira, bem como das iniciativas parlamentares de PS e Chega.
“Quando fomos eleitos jurámos cumprir a Constituição da República Portuguesa e defender sempre os Açores e os Açorianos. Foi exatamente isso que fizemos ao divergir do sentido de voto da nossa bancada”, concluiu Paulo Moniz.

Edit Template
Notícias Recentes
Revisão das regras da tourada à corda aguarda conclusões do grupo de trabalho
Cabeços de amarração da Madalena passaram de 50 para 40 toneladas por desgaste
Actividade económica dos Açores abranda em Abril mas mantém variação positiva de 0,6%
Açores têm melhor qualidade ambiental do país mas ficam abaixo da média no desenvolvimento regional
SEDES Açores promove conferência a 19 de Junho com a Comissária Europeia Maria Luís Albuquerque
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores