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“A Igreja que Jesus não quer” abre novo ciclo de “Diálogos na Cidade” na Horta

A cidade da Horta prepara-se para acolher um novo espaço de reflexão e encontro entre Igreja, cultura e sociedade, aberto a crentes e não crentes, reproduzindo uma iniciativa do papa Bento XVI designada na altura por Átrio dos Gentios. O objectivo é simples e exigente: colocar a cidade a pensar, a dialogar e a construir, em conjunto com a Igreja, caminhos de esperança, informa o Sítio Igreja Açores.
Segundo o ouvidor da Horta, padre Marco Martinho, esta iniciativa nasce como um dos frutos do Jubileu da Esperança e da experiência positiva dos “Diálogos no Tempo”, organizados anteriormente pelo Instituto Católico de Cultura.
“O bom resultado dessa conferência e o empenho das pessoas mostraram que valia a pena continuar”, sublinha o ouvidor.
A intenção é promover dois a quatro encontros por ano pastoral, criando um espaço estável de reflexão sobre o papel da Igreja na cidade e na vida das pessoas. O primeiro encontro terá lugar no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta, no próximo dia 26 de Fevereiro, às 20h30 e contará com a presença do padre e doutor Miguel Cardoso, oficial do Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé e sacerdote da Arquidiocese de Braga.
A conferência inaugural intitula-se “A Igreja que Jesus não quer” e propõe uma leitura crítica e interpelativa dos sinais dos tempos. Miguel Cardoso, autor da obra Os sapatos de Deus, irá reflectir sobre tentações, desvios e desafios que marcam a comunidade cristã na actualidade
A partir de uma abordagem teológica e pastoral, o conferencista apontará pistas para compreender que Igreja deve ser evitada — para que se possa caminhar rumo à Igreja que Jesus deseja para os dias de hoje: autêntica, fiel ao Evangelho, servidora e aberta ao diálogo.
Qual é hoje o lugar da Igreja na Horta? Que percepção tem a cidade da sua presença? E como pode a comunidade cristã continuar a ser sinal de esperança? São questões que este novo espaço de encontro quer desbravar.
“A Igreja na ilha do Ilha do Faial é uma Igreja viva, presente nas comunidades, na catequese, nas celebrações, nas festas e na formação. A cidade olha para a Igreja como um pilar da sociedade faialense, um parceiro na construção do bem comum”, afirma o ouvidor.
Mas o desafio vai além da presença institucional. Inspirado na pergunta evangélica “Onde moras, Rabi?”, o ouvidor reforça que a missão da Igreja é mostrar, através do testemunho concreto dos cristãos, onde Jesus habita hoje na cidade: nas relações reconciliadas, no serviço, na construção de uma sociedade inspirada pelos valores do Evangelho.
A entrada é livre.

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