Edit Template

Atlantic Connect Group questiona em Bruxelas coerência do Estado na privatização da Azores Airlines

O Atlantic Connect Group informou através de um comunicado que solicitou, ontem, esclarecimentos formais à Comissão Europeia depois do parecer negativo do júri à proposta de compra da Azores Airlines uma vez que “se foi a Comissão Europeia que determinou a privatização da companhia no âmbito do processo de reestruturação da SATA, então a própria deve esclarecer que objectivos estão em causa e onde estão definido.”
De acordo com o Atlantic Connect Group a decisão europeia conhecida estabelece “que Portugal deve alienar, pelo menos, 51% do capital da Azores Airlines”, tendo sido com “base nessa regra clara que o Atlantic Connect Group estruturou uma proposta para adquirir 85% da companhia, garantindo sustentabilidade financeira, estabilidade laboral e redução do risco para os contribuintes”. Porém, a proposta mereceu parecer negativo “por parte do júri do concurso, com base num alegado incumprimento de pressupostos que nunca foram explicados nem constam da decisão pública de Bruxelas”, explicou a comunicado.
Durante o processo, o Atlantic Connect Group solicitou acesso à “versão confidencial do acordo entre o Governo dos Açores e a Comissão Europeia”, mas o pedido foi negado, sem justificação. “Se existem condições ou compromissos além dos que constam da decisão tornada pública, eles nunca foram do conhecimento dos empresários. E não é aceitável que critérios desconhecidos sejam utilizados para penalizar uma proposta assente na informação oficial disponível”, lê-se no comunicado.
“A invocação genérica do “interesse público” como justificação para a exclusão do Atlantic Connect Group não pode transformar-se num argumento vazio. O Governo dos Açores, o júri do concurso e a administração da SATA devem estar plenamente conscientes de que decisões sustentadas em pressupostos nunca tornados públicos não podem permanecer sem escrutínio”, realçou.
Assim sendo, segundo o Atlantic Connect Group, o mesmo “não aceitará que uma proposta estruturada de acordo com a informação oficial disponível seja afastada com base em regras que nunca foram explicadas”, mencionado que se “existiam outros critérios, deveriam ter sido tornados públicos. Se não existiam, terão de ser justificadas as razões que ditaram o chumbo.” Para o grupo a “defesa da transparência, da confiança dos trabalhadores e da credibilidade do processo não é opcional — e será levada até às últimas consequências dentro dos mecanismos institucionais disponíveis”.
“Se os fundamentos invocados não encontrarem respaldo claro na decisão da Comissão Europeia, todas as consequências decorrentes dessa opção terão de ser assumidas, inequivocamente, por quem a tomou”, finalizou o comunicado.

Edit Template
Notícias Recentes
Governo dos Açores assinalou Dia Mundial do Ambiente na Graciosa
CCIAH alerta para desafios estruturais que podem determinar o futuro económico dos Açores
Num ano preço das casas nos Açores sobe 12,7% e 12,5% no arrendamento
Investidor que admitia aplicar 500 milhões na Azores Airlines desiste do processo de privatização
Governo fixa em 400 mil euros limite para apoios à promoção turística dos Açores em 2026
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores