Os sindicatos do SITAVA e SINTAC, informaram em comunicado que “irão tomar medidas mais pujantes, com efeitos imediatos”, para sejam dadas respostas “concretas e verificáveis” às preocupações dos trabalhadores.
Em causa está o plano de reestruturação que, de acordo com mesmos, “falhou clamorosamente” e criticam e empresa por continuar “financeiramente a “balão de soro””, elencando que “gastam-se recursos públicos em autopromoção e em aparências, enquanto as condições de trabalho, o dinheiro e a estabilidade ficam relegados para segundo ou terceiro plano.”
A título de exemplo é a participação da empresa no BTL 2026 que, segundo os sindicatos, “transformou-se numa feira de vaidades desta Administração: dizem que custou cerca de 500.000 € para que o Conselho de Administração pudesse pavonear se e mostrar serviço.”
Para o SITAVA e SINTAC o pessoal de terra, o Handling, voltou a ser esquecido, uma vez que “tratam a SATA como se fosse apenas o voo, quando na realidade a empresa é feita por todos os que a mantêm a funcionar, em terra e no ar”, frisando que “continuamos órfãos de decisões operacionais críticas onde por teimosia de alguns, desconhecimento operacional de outros, nada se faz! Apenas teimam em separar o Handling para engrossar ainda mais despesa ao erário público!”, referiram.
“Falharam a tentativa de privatização da Azores Airlines, insistem que agora é que vai ser e, em vez de assumirem responsabilidades, insistem que será o handling a salvar lhes a face em Bruxelas, uma narrativa que tenta mascarar a incompetência com promessas vazias e ausência de respostas que incansavelmente pedimos!”, lê-se no comunicado.
Neste sentido, e perante o “quadro de desperdício, opacidade e exclusão” o SITAVA e o SINTAC exigem a “responsabilização do Conselho de Administração” bem como a “suspensão de qualquer processo de cisão que ponha em risco postos de trabalho ou agrave a precariedade e a mobilidade dos açorianos”, realçando que não aceitam que a “segurança operacional e a dignidade laboral sejam sacrificadas em nome de espectáculos de gabinete.”
“Por tudo o que se passou nos últimos 2 anos e pela gestão actual – centrada mais na autopromoção em redes sociais do que na resolução dos problemas reais da empresa – o SITAVA e o SINTAC decretam que irão tomar medidas mais pujantes, com efeitos imediatos, até que sejam dadas respostas concretas e verificáveis às nossas preocupações”, realçando ainda que irão convocar “todos os trabalhadores para uma Assembleia Geral onde serão definidas as medidas de luta subsequentes, incluindo acções de visibilidade e uma campanha pública de exigência de responsabilidades.”
“A nossa resposta será organizada, democrática e solidária: não aceitaremos que a SATA seja reduzida a espectáculo enquanto quem trabalha, o maior capital da empresa, paga a factura, uma vez mais, por gestores que ocupam cargos de gestão, sem, contudo, saberem gerir outro assunto que não o seu ego!”, finalizou o comunicado.
