O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, está a reforçar a Rede de Monitorização e Avisos Agrícolas dos Açores (RMAAA), uma infra-estrutura considerada estratégica para a protecção integrada e sustentabilidade das culturas regionais.
Gerida pela Direcção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), esta rede combina a monitorização fitossanitária e meteorológica com a emissão de alertas em tempo útil.
O objectivo central é antecipar riscos associados a pragas e doenças, permitindo aos agricultores e técnicos reduzir a aplicação desnecessária de produtos fitofarmacêuticos.
Actualmente, a infra-estrutura conta com 55 Estações Meteorológicas Automáticas (EMAs) e 105 Postos de Observação Biológica (POB) distribuídos por todo o arquipélago: Terceira (24), Santa Maria (19), São Miguel (15), Graciosa (12), Pico (11), São Jorge (nove), Faial (nove), Flores (três) e Corvo (três).
Nestes postos, através de armadilhas e observações directas, é feito o rastreio sistemático de organismos prejudiciais ao sector, como a mosca-da-fruta, a mosca da asa manchada, o escaravelho japonês, o gorgulho-da-bananeira, bem como doenças fúngicas como o míldio e o oídio da vinha.
Toda a informação climática e biológica recolhida alimenta modelos de previsão avançados e é integrada numa plataforma digital e numa aplicação móvel.
Esta tecnologia emite alertas de risco precisos e disponibiliza recomendações técnicas aos produtores em tempo real.
Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a RMAAA “representa um pilar essencial para a modernização da agricultura e para a protecção sustentável das culturas em todas as ilhas do arquipélago”.
“Hoje, mais do que nunca, reforçar esta infra-estrutura significa dar aos agricultores melhores condições para antecipar riscos, planear intervenções com maior segurança e reduzir o uso desnecessário de produtos fitofarmacêuticos. Trata-se de investir no conhecimento, na inovação e na resiliência do nosso sector agrícola”, sublinha o governante.
António Ventura garante ainda que este reforço tecnológico e de proximidade é “um passo decisivo para garantir que a agricultura açoriana continua a ser uma referência de qualidade, sustentabilidade e protecção dos recursos naturais”.
A recolha de dados no campo, que tem sido assegurada num modelo colaborativo com associações e cooperativas, encontra-se agora numa fase de transição gradual para os Serviços de Desenvolvimento Agrário de Ilha, consolidando a capacidade técnica da administração pública regional.