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Descargas de pescado nos Açores caem 26,4% em Fevereiro para 165 toneladas

As descargas de pescado nos Açores registaram uma quebra significativa em fevereiro de 2026, com 165 toneladas descarregadas em lota e um valor global de 1,5 milhões de euros, segundo dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume descarregado diminuiu 26,4%, enquanto o valor das vendas recuou 16,9%, refletindo uma contração nas quantidades comercializadas no início do ano.
O peixe representou a grande maioria da atividade, com cerca de 134,6 toneladas, correspondendo a 81,6% do volume total e a 78,8% do valor das vendas, o equivalente a 1,19 milhões de euros.
Seguiram-se os moluscos, com 30,3 toneladas e 320,9 mil euros, enquanto os crustáceos tiveram expressão residual, com cerca de 1 toneladas, praticamente sem impacto no valor global.
A distribuição geográfica das descargas revela uma forte concentração da atividade em São Miguel, que respondeu por 112 toneladas e 906,4 mil euros, representando 67,9% do volume total e 59,9% do valor das vendas. A Terceira surge em segundo lugar, com 25,2 toneladas e 286,8 mil euros, seguida do Pico, com 8,7 toneladas e 63,2 mil euros. A Graciosa registou 7,2 toneladas e 98,6 mil euros, enquanto as Flores somaram 3,9 toneladas e 65,3 mil euros. Nas restantes ilhas os valores foram mais reduzidos: Santa Maria contabilizou 3,4 toneladas, São Jorge 2,2 toneladas, Faial 1,8 toneladas e o Corvo cerca de meia tonelada de pescado descarregado em lota.
Apesar da diminuição do volume capturado, o preço médio do pescado registou uma subida significativa, fixando-se em 9,17 euros por quilograma em fevereiro. Este valor representa um aumento de 13% face ao mesmo mês de 2025 e de 10,3% relativamente a janeiro, contribuindo para atenuar parcialmente a redução das receitas do setor.
Entre as ilhas, o Corvo apresentou o preço médio mais elevado, com 18,09 euros por quilograma, seguido das Flores (16,55 euros), da Graciosa (13,66 euros) e do Faial (13,55 euros).
No extremo oposto surgem o Pico, com 7,24 euros por quilograma, e São Miguel, com 8,09 euros, ambos abaixo da média regional.
Ainda assim, os dados mostram uma ligeira recuperação em cadeia no valor das descargas, uma vez que fevereiro apresentou um aumento de 9,2% face ao mês anterior.

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