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Um comentário e dois reparos

À maior Central Sindical Nacional, a CGTP-in, o Governo PSD/CDS resolveu silenciar a voz na concertação social. Mesmo quando os representantes desta central se apresentaram às portas da última reunião convocada pelo governo, na passada 2ªfeira, foi-lhes impedida a entrada.
Recorde-se que as negociações já se encontravam interrompidas antes, por falta de entendimento, mas, por influência conciliatória do novo Presidente da República, elas reabriram. Ainda assim, no entanto e apesar das promessas em contrário do Primeiro-Ministro e da sua acólita, a Ministra Maria do Rosário Ramalho, a influência conciliatória presidencial acabou desautorizada por ambos, ao insistirem em manter a falta de representatividade da reunião, barrando a entrada da CGTP. Assim vai a democracia pelos lados do Ministério do Trabalho. O que terá o Presidente António José Seguro a dizer sobre a constitucionalidade deste procedimento?
O certo é que com a representação coxa dos trabalhadores, resumida à UGT, nesta (des)concertação social, e com todos os outros membros (e não são poucos, todos do patronato) a chantagear essa central para aceitar as suas posições favoráveis sobre uma proposta de lei, praticamente inflexível em pontos estratégicos, da autoria do governo das direitas, com o apoio da IL e, até aos dias imediatamente anteriores à Greve Geral, também do Chega, ficamos com um quadro bem claro de quem tem tudo a perder com o Pacote Laboral do governo montenegrino. Não foi por acaso que o ressuscitado ex-primeiro Passos Coelho, de má memória, saltou da cartola e se manifestou ansioso por ver rapidamente aprovado esse documento, em nome daquelas “reformas” que a direita tanto preconiza, tendo o cuidado de nunca as explicar suficientemente…
Em resumo ou os trabalhadores, aceitam as alterações às leis do trabalho propostas pelo governo e apoiadas exclusivamente pelos que delas mais beneficiam, o patronato, vergando para isso a espinha dorsal à UGT, ou então acaba-se com “aquilo” a que se tem dado o pomposo nome de Conselho de Concertação Social. Um falacioso conselho onde as propostas de quem trabalha ficam afinal de fora e apenas são admitidas as de “quem manda trabalhar”, como muito bem retratou Tiago Oliveira, o líder da CGTP.
1º REPARO: Andou mal, o ex-ministro das finanças de António Costa, Fernando Medina, quando falou aos participantes da “Academia” da JS/Açores, no passado dia 13 do corrente.
O antigo ministro socialista, na boa linha do que Passos Coelho impôs ao país, garantiu que no próximo futuro a Região, inevitavelmente, terá de sofrer um resgate financeiro, aumentar os impostos e perder a Autonomia, furtando-se (vá-se lá saber porquê) a apontar soluções para obviar a tão drástico destino! A meu ver, caro Leitor, logo expressas no ano em que a Autonomia dos Açores comemora o seu cinquentenário, estas declarações roçam, no mínimo, o limiar da irresponsabilidade política…
2º REPARO: Tal como muita outra boa gente com preocupações ambientais e pelas condições de vida na Terra, temos dado nota, com estranheza, do misterioso e repentino apagamento mediático, bem como do ostracismo a que tem sido votada uma figura pública mundial (quase heroica) que chegou a estar nas bocas de todos nós como um símbolo de esperança e de luta pela justiça ambiental, cativando e mobilizando por tais objetivos milhões de jovens em todo o planeta. Refiro-me à jovem sueca Greta Thunberg.
Será porque, perante algum arvorado juiz supremo, se tornou uma figura inconveniente que deixou de se comportar de acordo com as suas regras, logo que começou a participar em manifestações condenatórias do genocídio israelita, nas frotas solidárias com a Palestina ou na frota solidária com Cuba?.
Mário Abrantes

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