A taxa de juro implícita no crédito à habitação voltou a diminuir no arranque de 2026, prolongando a trajetória de descida iniciada no final do ano passado. Os dados mais recentes, revelados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), mostram que, tanto em Janeiro como em Fevereiro, os encargos associados aos empréstimos à compra de casa apresentaram valores inferiores aos registados nos meses homólogos de 2025.
Em janeiro de 2026, a taxa de juro implícita situou-se em 3,11%, abaixo dos 3,98% observados em Janeiro de 2025. Esta redução traduz uma descida de 0,87 pontos percentuais em termos homólogos.
A tendência manteve-se em fevereiro de 2026, mês em que a taxa implícita recuou para 3,08%, comparando com 3,83% em fevereiro de 2025. A diferença corresponde a uma diminuição de 0,75 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano anterior.
No que respeita à prestação média associada aos contratos de crédito à habitação, os valores mantiveram-se relativamente estáveis no início de 2026. Em Janeiro, a prestação média situou-se em 399 euros, valor idêntico ao registado no mesmo mês de 2025. Já em Fevereiro de 2026 a prestação média desceu ligeiramente para 397 euros, quando em Fevereiro de 2025 se situava em 400 euros.
Os dados indicam assim que o início de 2026 ficou marcado por uma descida das taxas de juro implícitas e uma ligeira redução da prestação média, refletindo o ajustamento progressivo das condições financeiras dos empréstimos à habitação após o ciclo de forte subida das taxas observado nos anos anteriores.
A evolução homóloga mostra, portanto, um alívio gradual dos encargos para os agregados familiares com crédito à habitação, embora a prestação mensal se mantenha ainda em níveis elevados quando comparada com os valores registados antes da fase mais intensa de subida das taxas de juro na área do euro.
