As subidas à Montanha do Pico e as visitas à Casa da Montanha totalizaram 1.455 registos nos primeiros três meses de 2026, menos 148 do que no mesmo período de 2025, o que representa uma quebra homóloga de 9,2%, segundo dados da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
O recuo surge depois de um mês de janeiro positivo, em que o total passou de 196 registos em 2025 para 280 em 2026, uma subida de 42,9%. A tendência inverteu-se, porém, em fevereiro, com uma descida de 305 para 265 registos, e acentuou-se em março, mês em que o movimento caiu de 1.102 para 910, menos 192 registos, equivalentes a uma quebra de 17,4%.
A maior parte da atividade continua concentrada nas subidas ao Piquinho, que somaram 746 registos entre janeiro e março de 2026, contra 791 no período homólogo, uma descida de 5,7%.
As subidas à cratera baixaram de 154 para 115, menos 25,3%, enquanto as subidas à furna recuaram de 72 para 57, uma quebra de 20,8%. Também as visitas à Casa da Montanha diminuíram, passando de 586 para 537, menos 8,4%.
Por nacionalidade, os residentes ou visitantes identificados como provenientes de Portugal mantiveram o maior peso entre os registos com nacionalidade declarada, mas também registaram uma descida expressiva: passaram de 462 no primeiro trimestre de 2025 para 371 em igual período de 2026, menos 91, o equivalente a uma quebra de 19,7%. A Alemanha, segundo mercado identificado, baixou de 130 para 121 registos, uma redução de 6,9%. Em sentido contrário, França aumentou de 28 para 46 registos, uma subida de 64,3%, e Espanha passou de 14 para 26, mais 85,7%, embora em valores absolutos ainda reduzidos. O Reino Unido subiu de 13 para 17 registos. Já os Estados Unidos da América caíram de 58 para 39, menos 32,8%, e a categoria “Outra” passou de 312 para 297 registos.
Os dados mostram ainda que 538 registos de 2026 surgem na categoria “Não responde”, praticamente 37% do total acumulado no primeiro trimestre. Este peso condiciona a leitura por mercados de origem, uma vez que mais de um terço das entradas não tem nacionalidade identificada.
A informação do SREA permite também enquadrar a forte sazonalidade da Montanha do Pico. Em 2025, o conjunto das subidas e visitas à Casa da Montanha atingiu 43.518 registos no ano, com máximos em agosto, mês em que foram contabilizados 10.451 registos, e em julho, com 9.075. No extremo oposto, janeiro registou 196 e dezembro 273, confirmando a concentração da procura nos meses de verão.
