A visitação aos centros ambientais dos Açores caiu 59,9% nos primeiros três meses de 2026, passando de 52.103 entradas no período homólogo de 2025 para 20.909 este ano. No mesmo período, as cavidades vulcânicas registaram 9.056 visitas, menos 17,4% do que as 10.957 contabilizadas entre Janeiro e Março do ano passado, revelam dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
A quebra mais acentuada verifica-se nos centros ambientais, onde os dois primeiros meses do ano explicam grande parte da redução. Em Janeiro, as visitas caíram de 12.849 para 2.176 e, em Fevereiro, de 16.549 para 1.699. Em Março, houve uma recuperação expressiva, com 17.034 entradas, mas ainda abaixo das 22.705 registadas no mesmo mês de 2025. O SREA assinala que, nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2026, um centro ambiental esteve encerrado.
São Miguel continua a concentrar a maior parte da procura dos centros ambientais, com 16.929 visitas no acumulado homólogo de 2026, o equivalente a cerca de 81% do total regional.
Ainda assim, a ilha registou uma forte descida face às 47.973 visitas observadas no primeiro trimestre de 2025. O Faial foi a segunda ilha com maior número de entradas, com 2.241 visitas, ligeiramente abaixo das 2.413 do ano anterior, enquanto o Pico subiu de 1.004 para 1.067. Terceira recuou de 429 para 266 visitas.
Em sentido contrário, ilhas com valores absolutos mais baixos, como Santa Maria, São Jorge, Flores, Corvo e Graciosa, registaram aumentos no acumulado homólogo.
Por nacionalidade, os residentes ou visitantes de Portugal mantiveram-se como o principal mercado dos centros ambientais, com 11.370 entradas entre Janeiro e Março de 2026, contra 27.610 no mesmo período de 2025. Seguiram-se os visitantes classificados em “outra” nacionalidade, com 4.040 entradas, a Alemanha, com 1.529, os Estados Unidos da América, com 1.307, Espanha, com 1.058, o Reino Unido, com 836, e França, com 761. Todos estes principais mercados registaram quebras face ao primeiro trimestre do ano anterior.
Nas cavidades vulcânicas, o recuo foi menos pronunciado e mostra uma evolução mensal diferente. Janeiro caiu de 2.629 para 1.144 visitas e Fevereiro desceu de 3.484 para 2.890, mas Narço já superou o mês homólogo, passando de 4.844 para 5.022 entradas. Apesar desta recuperação no terceiro mês do ano, o acumulado do trimestre ficou 1.901 visitas abaixo do observado em 2025.
A análise por nacionalidade nas cavidades vulcânicas revela uma alteração relevante no peso das categorias. Portugal baixou de 4.735 para 2.509 visitas e a categoria “outra” desceu de 4.024 para 2.502. A categoria “não responde”, praticamente residual em 2025, com duas entradas no acumulado homólogo, passou para 2.533 em 2026, quase todas registadas em março, o que condiciona a leitura da distribuição por nacionalidade.
Entre os mercados identificados, os Estados Unidos da América somaram 398 visitas, a Alemanha 359, França 293, Espanha 252 e o Reino Unido 210 visitantes.
Os dados mostram, assim, uma retração clara da visitação no início de 2026, mais intensa nos centros ambientais do que nas cavidades vulcânicas.
No caso dos centros ambientais, a nota sobre o encerramento de um equipamento em Janeiro e Fevereiro ajuda a enquadrar a dimensão da quebra nesses meses. Nas cavidades vulcânicas, a subida de março atenua parcialmente a descida acumulada, mas não a elimina.
