O Partido Socialista votou contra uma proposta do Partido Social Democrata que visava a valorização dos trabalhadores da Câmara Municipal da Lagoa, optando, assim, de forma consciente, “por manter colaboradores em funções permanentes com remunerações abaixo do que é justo e digno”.
O vereador do PSD/Açores, Rúben Cabral, salientou que a iniciativa apresentada em reunião do executivo camarário “visava corrigir uma situação de flagrante injustiça na Câmara Municipal da Lagoa”, referindo-se a dezenas de trabalhadores a recibos verdes, alguns dos quais nesta condição há mais de uma década.
“Trata-se de trabalhadores que asseguram necessidades permanentes do município e que continuam a auferir cerca de 915 euros mensais, sem direito a subsídios de férias e de Natal, ao contrário dos funcionários do quadro”, acrescentou.
A proposta assentava numa “solução simples e imediata”, passando por ajustar as remunerações para valores equivalentes ao salário mínimo regional, garantindo um tratamento mais justo para quem trabalha diariamente ao serviço da autarquia.
Ainda assim, o executivo socialista recusou esta solução, rejeitando “a oportunidade de escolher entre corrigir uma injustiça ou continuar a ignorá-la – e escolheu ignorá-la”, lamentou Rúben Cabral.
“Quem trabalha há anos para a Câmara não pode continuar a ser tratado como descartável”, frisou.
Para o social-democrata, “a tentativa de justificar esta decisão com cenários hipotéticos – como a eventual gestão de equipamentos ou mudanças institucionais – não pode servir de desculpa para manter situações de desigualdade que já se arrastam há demasiado tempo”.
O vereador do PSD/Açores sublinhou ainda que o executivo socialista, “ao centrar o discurso no futuro, revela uma preocupante desvalorização do passado e do presente”.
Rúben Cabral concluiu, garantindo que “o PSD não aceitará a normalização da precariedade dentro do próprio município e continuará a exigir soluções concretas para todos os trabalhadores que desempenham funções permanentes”.
