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PSP e GNR admitem necessidade de reforço de efectivos e meios nos Açores

Os comandantes regionais da PSP e da GNR nos Açores reconheceram esta quinta-feira a necessidade de reforçar os efectivos e os meios operacionais das forças de segurança no arquipélago, defendendo que esse aumento é essencial para melhorar a capacidade de policiamento e de vigilância nas ilhas.
A posição foi assumida durante uma audição do grupo de trabalho criado pela Assembleia Legislativa dos Açores para avaliar as condições de funcionamento e os recursos das forças de segurança na região, numa reunião realizada em Ponta Delgada.
O superintendente-chefe Hélder Valente Dias, responsável pela coordenação do Comando Regional dos Açores da PSP, admitiu que existe necessidade de aumentar o número de agentes destacados para o arquipélago, embora tenha sublinhado que a situação açoriana acompanha uma realidade transversal ao país.
“Precisamos de reforçar os efectivos policiais na Região Autónoma dos Açores”, afirmou perante os deputados, explicando, contudo, que a falta de agentes não é um problema exclusivo da região.
Segundo o responsável, as dificuldades sentidas pela PSP nos Açores são semelhantes às verificadas noutras regiões autónomas e nos comandos metropolitanos e distritais do continente, refletindo limitações que afectam igualmente outras forças de segurança e vários sectores da Administração Pública Central.
“A nossa questão é a mesma que em outras regiões, como a Madeira ou como acontece nos comandos metropolitanos e nos comandos distritais. A nossa situação não é isolada do contexto nacional”, declarou.
Apesar da percepção de parte da população açoriana de que existem menos meios de segurança disponíveis no arquipélago, Hélder Valente Dias garantiu que o número de efectivos da PSP tem vindo a aumentar nos últimos anos.
De acordo com o comandante regional, o efectivo policial nos Açores registou crescimento contínuo nos últimos cinco anos, ainda que de forma gradual. Contudo, explicou que esse reforço não se traduziu numa presença mais visível em várias áreas operacionais, devido à necessidade de afectar agentes a novas funções e responsabilidades entretanto assumidas pela PSP.
“Nos últimos cinco anos, o número de efectivos da Polícia de Segurança Pública na Região Autónoma dos Açores não desceu, cresceu sempre. É certo que moderadamente, mas como aplicamos agentes a novas tarefas, essa subida moderada de agentes nos Açores não se manifestou, de forma evidente, na maior parte das áreas policiais”, referiu.
O responsável acrescentou ainda que o reforço de efectivos está actualmente em fase de planeamento, embora admita que o processo exige tempo e recursos financeiros.
“Esse reforço está a ser equacionado e está a ser planeado e vai acontecer, mas exige tempo, exige concursos e disponibilidade financeira”, afirmou.
Também a comandante territorial da GNR nos Açores, coronel Cláudia Santos, reconheceu a necessidade de aumentar o número de militares destacados para o arquipélago, embora sem avançar números concretos.
“Se é necessário aumentar o número de efectivos, naturalmente, mas isso é necessário na Guarda como em todas as instituições. O que nós estamos a tentar fazer é majorar a capacidade de resposta que damos, com o número de efectivos e com os meios que temos”, declarou durante a audição parlamentar.
A responsável alertou igualmente para limitações ao nível dos meios materiais disponíveis para a vigilância marítima nas ilhas, defendendo a necessidade de reforçar a frota operacional da GNR nos Açores.
Segundo Cláudia Santos, o Comando Territorial dos Açores necessita de mais embarcações para assegurar uma resposta eficaz na fiscalização e vigilância costeira, recordando que, das cinco lanchas actualmente existentes, três encontram-se avariadas e impossibilitadas de presta cabal serviço .

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