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PS/Açores alerta para exclusão de projectos culturais e injustiças do novo modelo de apoios

O Grupo Parlamentar do PS/Açores manifestou preocupação com a exclusão de projectos culturais de diferentes áreas artísticas e de várias ilhas dos apoios atribuídos ao abrigo do novo modelo do RJAAC, alertando que esta situação levanta dúvidas legítimas sobre a capacidade do sistema para assegurar uma distribuição equilibrada, plural e territorialmente justa dos apoios públicos à cultura.
Para a Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Marta Matos, é particularmente preocupante que tenham ficado sem apoio iniciativas com expressão pública, relevância comunitária e um reconhecido contributo para a valorização da oferta cultural açoriana, situação que está a gerar forte inquietação entre os agentes culturais da Região.
“A política pública de apoio à cultura deve promover a diversidade artística e garantir oportunidades para todas as ilhas. Quando projectos reconhecidos pelas comunidades ficam de fora, importa perceber se o modelo está efectivamente a cumprir esse objectivo”, defendeu a socialista.
“Os apoios públicos à cultura devem contribuir para valorizar os agentes culturais de todas as ilhas, promovendo a diversidade artística e garantindo oportunidades equitativas de desenvolvimento cultural em toda a Região”, defendeu Marta Matos.
A socialista alertou ainda para os impactos que estas decisões já poderão estar a provocar em várias estruturas culturais, algumas das quais admitem reduzir, adiar ou mesmo cancelar iniciativas previstas devido à insuficiência ou ausência de financiamento. “A atividade cultural exige estabilidade, previsibilidade e condições que permitam planear com segurança a contratação de artistas, técnicos e restantes profissionais envolvidos”, sublinhou.
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do PS/Açores entregou um requerimento na Assembleia Legislativa Regional para apurar os resultados detalhados do processo de atribuição dos apoios, nomeadamente o número de candidaturas apresentadas e apoiadas, a distribuição por ilhas e áreas artísticas, os critérios utilizados na selecção dos projectos e as medidas previstas para corrigir eventuais desequilíbrios identificados.
Os socialistas pretendem ainda saber se o Governo Regional está disponível para proceder a uma reapreciação dos resultados ou a criar mecanismos complementares de apoio destinados aos projectos elegíveis que ficaram excluídos, bem como se admite avaliar e rever o modelo caso se confirme que a sua aplicação prejudicou a diversidade cultural, o equilíbrio territorial e a sustentabilidade de estruturas culturais de menor dimensão.
“A política cultural da Região deve servir os Açores no seu todo, valorizando os seus criadores, associações e agentes culturais, independentemente da ilha onde desenvolvem a sua atividade”, concluiu Marta Matos.

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