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Investidor que admitia aplicar 500 milhões na Azores Airlines desiste do processo de privatização

A empresa ALM – Investment Holdin retirou a manifestação de interesse que tinha apresentado para participar na privatização da Azores Airlines, processo no qual admitia investir até 500 milhões de euros na companhia aérea açoriana. A confirmação foi dada pelo Governo dos Açores em resposta a um requerimento do grupo parlamentar do Chega/Açores.
Oo executivo regional confirmou esta quinta-feira que a manifestação de interesse recebida fora do âmbito formal do processo de privatização entretanto lançado, acabou por ser posteriormente retirada pela própria empresa. O Governo esclarece que, por esse motivo, a proposta não foi sujeita a qualquer avaliação da capacidade financeira ou da idoneidade do potencial investidor por parte da SATA Holding.
Na resposta enviada aos deputados, o executivo liderado por José Manuel Bolieiro refere ainda que recebeu uma comunicação da ALM – Investment Holdin informando da desistência da intenção inicialmente manifestada.
O Governo Regional sublinha que todas as manifestações de interesse relacionadas com a privatização da Azores Airlines foram encaminhadas para o conselho de administração da SATA Holding. Contudo, as demonstrações de interesse apresentadas antes da publicação da resolução que formalizou o processo de privatização, em 23 de maio, terão de ser novamente submetidas para cumprirem os requisitos definidos no caderno de encargos.
Nesse sentido, a SATA Holding deverá contactar os potenciais investidores que já tinham demonstrado interesse na companhia, informando-os sobre os procedimentos necessários para participarem no processo.
O caderno de encargos proposto para a privatização da SATA Internacional – Azores Airlines prevê a alienação de, pelo menos, 75% do capital da transportadora aérea. Entre as condições impostas ao futuro comprador encontram-se a manutenção da sede da empresa na Região Autónoma dos Açores durante um período mínimo de 30 meses, a proibição de despedimentos coletivos e a salvaguarda dos postos de trabalho durante esse mesmo prazo.
O documento determina igualmente a continuidade das ligações aéreas entre os Açores e os principais destinos nacionais e da diáspora açoriana durante, pelo menos, dois anos e meio após a conclusão da venda.
A opção pela alienação de uma participação mínima de 75% representa uma alteração face ao anterior processo de privatização, que previa a venda de entre 51% e 85% do capital da companhia. Esse concurso acabou por ser encerrado sem sucesso a 6 de março, depois de o júri e a administração da SATA considerarem que a proposta apresentada pelo Atlantic Connect Group, a única admitida, comportava riscos considerados inaceitáveis.
A conclusão da privatização da Azores Airlines até ao final de 2026 constitui uma das obrigações previstas no plano de reestruturação da SATA aprovado pela Comissão Europeia, num processo que continua a ser acompanhado de perto devido à sua relevância estratégica para a mobilidade aérea da Região Autónoma dos Açores e, em particular, para a conectividade de São Miguel e das restantes ilhas do arquipélago açoriano..

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