O Museu Carlos Machado comemora hoje, dia 10 de junho o seu 146.º aniversário, assinalando a data com entrada gratuita nos seus quatro núcleos, aberta a todos os visitantes.
A iniciativa abrange o Núcleo de Santa Bárbara, Núcleo de Santo André, Núcleo de Arte Sacra e Núcleo da Autonomia dos Açores, permitindo ao público usufruir do património museológico de forma gratuita ao longo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A celebração pretende reforçar a ligação do museu à comunidade e valorizar o seu papel na preservação e divulgação da cultura açoriana.
Os núcleos de Santa Bárbara, Santo André e Arte Sacra estarão abertos das 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30). Já o Núcleo da Autonomia dos Açores funcionará entre as 10h00 e as 17h00 (última visita às 16h30), mantendo também o seu horário habitual.
O Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, foi criado em 1876 por Carlos Maria Gomes Machado, abriu ao público a 10 de junho de 1880 com a designação de Museu Açoreano de História Natural, apresentando coleções de Zoologia, Botânica e Geologia. Ao longo das décadas, o seu acervo foi sendo enriquecido com contributos relevantes, passando em 1914 a adotar a designação atual em homenagem ao fundador. Na década de 1930, o museu foi instalado no Convento de Santo André, edifício histórico do século XVI, onde se reuniram as coleções até então dispersas, integrando posteriormente áreas como arte, etnografia e património decorativo.
Atualmente sob tutela do Governo Regional dos Açores, o Museu Carlos Machado desenvolve um trabalho de conservação, investigação e divulgação do património histórico, artístico e científico da região.
A entrada livre no dia 10 de junho consistenuma oportunidade para residentes revisitarem os diferentes espaços do museu e as suas coleções.
Recorde-se que o acesso ao museu é livre aos domingos.
Micheline Pelletier expõe olhar
fotográfico sobre os Açores
O Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, inaugura amanhã, quinta-feira, pelas 18h00, a exposição «Os Açores – Um Jardim sobre o Atlântico», da fotojornalista francesa Micheline Pelletier.
A mostra reúne um conjunto de fotografias captadas ao longo de várias estadias da autora nos Açores, iniciadas em 2020. Durante este período, Micheline Pelletier percorreu as nove ilhas do arquipélago em diferentes estações do ano, construindo um trabalho centrado na paisagem açoriana e na relação entre a luz, a natureza e a cultura.
Com uma carreira consolidada no fotojornalismo internacional, a fotógrafa colaborou com publicações e agências de referência, como Gamma, Corbis-Sygma, Paris Match, Time e Newsweek. Atualmente, é representada pela Getty Images. Ao longo de várias décadas, documentou realidades sociais, políticas e culturais em diferentes contextos internacionais, incluindo projetos com laureados com o Prémio Nobel da Paz e iniciativas ligadas ao programa L’Oréal-UNESCO For Women in Science.
A exposição tem como base o livro homónimo publicado em 2023 e posteriormente traduzido para português e inglês pela Letras Lavadas. O projeto propõe uma reflexão sobre os Açores
