Sara Massa, artista plástica micaelense, irá inaugurar a sua primeira exposição individual, “SORRY, I CAN’T BE THERE”, em Lisboa, no próximo dia 16 de junho, no espaço A Homem Mau, Rua Gonçalves Crespo 6C, em Lisboa, pelas 19:00h. Fica patente até 3 de julho.
Com “SORRY, I CAN’T BE THERE”, Sara Massa leva à capital um projeto conceptual que cruza a memória colectiva e a identidade territorial. A exposição apresenta-se como um lamento a dois tempos, a afirmação de uma ausência que torna o espaço incompleto e o desalento de habitar o “aqui” em vez do lugar a que se chama conforto. Esta exposição surge como uma carta de agradecimento ao lugar a que chamamos lar, à infância e ao desapego de sair do ninho, neste caso, de deixar o pasto.”, como diz a própria.
Sara Massa (2002) vive e trabalha em Lisboa desde 2021. Licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2024), a artista transdisciplinar investiga na sua prática a transformação de uma idiossincrasia insular e unívoca em algo ambíguo cuja interrogação é eterna. Através de uma linguagem que cruza a sátira e o humor, a artista procura desconstruir as fronteiras entre a verdade e a mentira. seu trabalho propõe uma reconfiguração da herança familiar e da cultura insular, desmistificando-as como as verdades absolutas que Nietzsche desmascara como meras ilusões, de forma a utilizar essas mesmas ficções para fundar uma ‘Mitologia Individual’, conceito explorado por Harald Szeemann.
Participou no concurso Prémio de Artes Visuais Medeiros Cabral onde ganhou dois prémios de primeiro lugar nas áreas de Desenho e Audiovisuais (2020).
Fez parte do colectivo Atelineiras (2020-23), com o qual participou nos Open Studios do Festival Walk&Talk (2021/2022) e no Tremor Festival (2023). Também fez parte do Grupo “Entrar” sediado na Culturgest (2024-25) e, actualmente, faz parte do colectivo Casal a dias.
O seu trabalho tem sido apresentado em exposições colectivas como: «Quatro Quatro» no Arquipélago – Centro de Arte Contemporânea (2020); «Take away? Sneeze» na Galeria BRUI (2020); «Especulum» no ISTL, Lisboa (2024); Monumental (2024); «Mal criadas Takeover» na Casa do Comum (2024); «Luz» no Espaço J (2025); Exposição coletiva organizada pela Corrente de Ar na Mitra-SCML, Lisboa (2025); «Brincar é no Pátio!» no Parque de Ateliers da Quinta do Salles, Carnaxide (2025); FUSO, MAAT, Lisboa (2025); «12 Artists» no The Cod Market, Lisboa (2025); «Diálogos entre Arquitetura e Arte» na ABComportameno, Lisboa (2026), «A Inauguração» enquanto colectivo Casal a dias, Galeria da P28, Lisboa (2025) e «Microcosmos» no Espaço Cultural Mercês, Lisboa (2026).
A sua obra tem sido exibida em festivais como: FUSO Insular – Laboratório de Imagem em Movimento, Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas, Açores (2020); Festival Ciclope, Cinema São Jorge, Lisboa (2023); Festival Trás-os-Filmes, Trás-os-Montes (2024); Festival Curta Açores, Teatro Ribeiragrandense, Açores (2024); Festival Impacto, Cinema-Teatro Turim, Lisboa (2024); Festival Internacional de Cinema dos Açores, Teatro Micaelense, Açores (2024); Festival Montanha Pico, Auditório da Madalena, Açores (2024); FUSO, MAAT, Lisboa (2025) e Mostra Farolete no Museu das Bandeiras, Goiás, Brazil (2025). Também exibiu curtas-metragens noutros espaços, tais como: Salto Lisboa (2022); Ciclo de Cinema Académico no IST, Lisboa (2024); Ciclo de Artes Performativas na FBAUL, Lisboa (2024); Festival de Cinema Tektonika, Lisboa (2024); Mostra de Video Arte organizada pela VAGA, Universidade dos Açores (2024); Performance «Reviralha» e retrospectiva de vídeo, Eden Studios, Lisboa, (2025) e Shortcutz Lisboa, Cossoul, Lisboa (2026).
A exposição “SORRY, I CAN’T BE THERE” estará patente até ao próximo dia 3 de Julho.