O licenciamento de construção nos Açores registou uma quebra em Abril, face ao mês anterior, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
Segundo os dados preliminares constantes nos três indicadores: total de edifícios licenciados, edifícios licenciados em construções novas para habitação familiar e fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, o recuo mais acentuado registou-se no número de edifícios licenciados para novas construções destinadas à habitação familiar, enquanto a descida dos novos fogos foi mais moderada, travada pelo aumento registado em São Miguel.
No total de edifícios licenciados, os Açores passaram de 82 licenças em Março para 53 em Abril, menos 29 edifícios, o que corresponde a uma diminuição mensal de 35,4%. A quebra interrompeu a estabilidade observada entre Março e Janeiro, já que nos três primeiros meses do ano os valores tinham oscilado entre 70 edifícios, em Janeiro, 77, em Fevereiro, e 82, em Março.
São Miguel continuou a ser a ilha com maior peso no licenciamento total, mas também contribuiu de forma decisiva para a descida regional. A ilha passou de 45 edifícios licenciados em Março para 34 em Abril, menos 11.
O Pico, que tinha registado 15 edifícios licenciados em Março, caiu para cinco em Abril, menos dez.
A Terceira recuou de nove para três, a Graciosa de quatro para um, Santa Maria de três para dois e o Faial de um para zero.
Em sentido contrário, São Jorge subiu de quatro para sete edifícios licenciados, enquanto as Flores mantiveram um licenciamento e o Corvo continuou sem registos.
A redução foi ainda mais expressiva quando se observa apenas o licenciamento de edifícios em construções novas para habitação familiar. Neste indicador, os Açores passaram de 44 edifícios licenciados em Março para 26 em Abril, uma quebra de 18 edifícios, equivalente a 40,9%.
A descida foi sobretudo explicada pelo Pico, que baixou de 12 para três edifícios, e pela Terceira, que recuou de oito para três.
São Miguel, apesar de manter a liderança regional, também desceu, de 21 para 18 edifícios licenciados neste segmento.
Em abril, São Miguel concentrou 18 dos 26 edifícios licenciados em construções novas para habitação familiar nos Açores. A Terceira e o Pico registaram três cada, São Jorge e Flores tiveram um cada, enquanto Santa Maria, Graciosa, Faial e Corvo não apresentaram qualquer edifício licenciado neste indicador. Face a março, apenas as Flores passaram de zero para um edifício licenciado, enquanto São Jorge manteve um registo.
Nos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, a quebra mensal foi menos acentuada. O total regional passou de 66 fogos em Março para 56 em Abril, menos 10, correspondendo a uma descida de 15,2%. A evolução deste indicador foi marcada por um contraste relevante: enquanto várias ilhas registaram quebras, São Miguel aumentou de 40 para 48 fogos licenciados, mais oito do que em março, passando a concentrar 48 dos 56 fogos licenciados na Região em Abril.
O aumento em São Miguel compensou parcialmente as descidas verificadas noutras ilhas. O Pico caiu de 13 fogos licenciados em Março para três em Abril, a Terceira baixou de oito para três, São Jorge passou de três para um, e Graciosa e Faial, que tinham registado um fogo cada em Março, ficaram sem qualquer registo em abril. As Flores passaram de zero para um fogo licenciado, Santa Maria e Corvo mantiveram-se sem fogos licenciados.
A leitura conjunta dos três indicadores mostra, assim, um abrandamento claro do licenciamento em Abril, mas com intensidades diferentes. O número total de edifícios licenciados caiu mais de um terço, os edifícios licenciados em novas construções para habitação familiar recuaram mais de 40%, e os fogos licenciados diminuíram de forma mais limitada, devido ao reforço do peso de São Miguel no total regional.
No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, os Açores somaram 282 edifícios licenciados no total, 145 edifícios licenciados em construções novas para habitação familiar e 226 fogos licenciados neste mesmo tipo de construção. Os dados são preliminares.
