O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Escritórios, Hotelaria, Turismo e Transportes dos Açores (SITACEHTT/Açores), lamenta o impasse no processo negocial do Acordo de Empresa com a Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM).
“É com profundo lamento e um sentimento de preocupação que o SITACEHTT/Açores vem publicamente informar que, após sucessivas rondas negociais e de uma tentativa de conciliação, não foi possível alcançar um acordo com a administração da Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM), relativo ao processo de revisão salarial, do Acordo de Empresa para 2026”, lê-se em comunicado.
O sindicato explica que, “apesar da postura construtiva, da flexibilidade e do manifesto empenho demonstrados pelos representantes dos trabalhadores ao longo de todo este processo, a contraparte patronal optou por manter uma intransigência infrutífera”.
“As propostas apresentadas pela gestão da empresa ficaram sistematicamente aquém do mínimo aceitável para garantir a salvaguarda do poder de compra e a dignidade profissional dos seus colaboradores, ignorando a realidade socioeconómica actual”, afirma.
A ausência de consenso prende-se, essencialmente, com a recusa da empresa em ceder em matérias estruturais, como a valorização salarial justa: “Propostas de aumento que não atingem o valor mínimo solicitado pelos trabalhadores e acentuam a perda de poder de compra”, declara.
SITACEHTT/Açores revela que “entrámos para este processo negocial de boa-fé, com o objectivo claro de valorizar quem diariamente constrói a riqueza desta empresa. Lamentamos que a administração prefira ter um clima de descontentamento e instabilidade a reconhecer o esforço e a dedicação dos seus trabalhadores”.
Para o SITACEHTT/Açores o encerramento destas reuniões sem um entendimento intermédio “representa uma oportunidade falhada para a paz social dentro da empresa. O descontentamento entre os trabalhadores é generalizado e legítimo, face à ausência de respostas eficazes por parte da administração da Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM)”.
Perante o bloqueio unilateral das negociações, o SITACEHTT/Açores irá convocar os trabalhadores para plenários gerais de forma a analisar a situação e “deliberar sobre as formas de luta a adoptar em breve, não estando excluído o recurso à greve ou a outras acções de protesto concertadas”.
O SITACEHTT/Açores reitera que “permanece, como sempre esteve, disponível para um diálogo sério e consequente, desde que a administração mude de postura e apresente soluções tangíveis que valorizem efectivamente o capital humano da empresa”, conclui.
